Brasil Sofre, Vira e Avança: Como Casemiro e Martinelli Salvaram a Seleção de Um Vexame Histórico
Após eliminar o Japão por 2 a 1, a Seleção Brasileira volta a campo no domingo, 5 de julho, às 17h (horário de Brasília), para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O adversário será o vencedor do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, que define nesta terça-feira quem enfrentará a equipe comandada por Carlo Ancelotti. A partida será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jersey, EUA), e vale uma vaga nas quartas de final do Mundial.
Atualização pós-jogo

O Erro Que Quase Custou Caro
O Brasil começou o jogo dominando. Oito finalizações contra três do Japão no primeiro tempo. Posse de bola, controle territorial, tudo a favor da Seleção.
E então veio o erro.
Aos 28 minutos, Danilo errou um passe simples na direita. Kaishu Sano não perdoou — avançou, arrematou de fora da área e venceu Alisson. 1 a 0 para o Japão, contra a lógica do jogo.
O Brasil foi para o intervalo perdendo, sentindo o golpe psicológico de um erro bobo transformado em desvantagem real no placar.
O Susto de Vinícius Jr.
Aos 13 minutos do segundo tempo, o Brasil quase produziu o gol mais bonito desta Copa do Mundo.
Vinícius Júnior recebeu, encarou a marcação japonesa e tocou a bola por baixo das pernas do adversário num drible de quebrar a cintura. O chute em sequência, porém, acertou a trave. A torcida brasileira em Houston respirou fundo — quase, mas não foi.
O jogo continuava equilibrado demais para uma seleção que entrou como favorita.
Casemiro Resolve — Literalmente
Nove minutos depois do susto de Vini Jr., veio a resposta.
Após cruzamento preciso de Gabriel Magalhães, Casemiro subiu mais alto que a defesa japonesa e cabeceou para o fundo da rede. Empate. 1 a 1. O capitão, que minutos antes quase havia marcado em chute defendido em cima da linha, finalmente acertou o alvo.
O NRG Stadium, com 68.777 torcedores presentes, sentiu o jogo virar de clima. O Brasil havia sofrido — agora estava igualado e empurrando para a virada.
Martinelli Aparece nos Acréscimos
O empate parecia suficiente para garantir a classificação. Mas o Brasil queria mais.
Aos 49 minutos do segundo tempo — já nos acréscimos finais — Bruno Guimarães lançou em profundidade. Gabriel Martinelli apareceu na hora certa e finalizou com frieza total. 2 a 1. Gol da virada, gol da classificação, gol que evitou o sufoco de uma prorrogação.
A explosão no banco brasileiro disse tudo sobre a tensão dos minutos finais.
Endrick Entrou Para Mudar o Jogo
A entrada de Endrick no segundo tempo foi decisiva para a reação brasileira. O atacante trouxe energia e movimentação que ajudaram a desestabilizar a defesa japonesa, criando o ambiente perfeito para os gols de Casemiro e Martinelli.
Foi mais uma demonstração de que o banco de reservas desta Seleção é tão perigoso quanto o time titular — algo essencial para uma campanha de hexacampeonato.
O Fim de Uma Bonita Trajetória Japonesa
Para o Japão, a eliminação encerra uma campanha respeitável: uma vitória, dois empates e uma derrota na fase de grupos, totalizando cinco pontos antes do confronto eliminatório.
Os Samurais Blue mostraram disciplina tática e organização defensiva ao longo de todo o torneio — características que quase renderam mais uma vitória sobre um gigante europeu ou sul-americano, desta vez contra o Brasil.
O Que Vem Pela Frente
Com a vitória, o Brasil segue invicto na Copa do Mundo de 2026 — duas vitórias, um empate e agora mais um triunfo na fase eliminatória. A Seleção aguarda o vencedor do confronto entre Costa do Marfim e Noruega para conhecer seu próximo adversário nas oitavas de final.
A próxima partida está marcada para domingo, dia 5, às 17h.
O caminho para o hexacampeonato continua aberto. Mas se o Brasil quiser ir até o fim, vai precisar corrigir os erros que quase custaram a eliminação precoce diante de um Japão competitivo e bem organizado.
🔥 Polêmica: O Brasil sofreu, ficou atrás no placar e só virou nos acréscimos contra o Japão. Isso é sinal de um time que aprende a vencer sob pressão — ou um alerta vermelho para o que vem pela frente nas oitavas de final? Comente abaixo.
Japão x Brasil (Fase de 16 avos de final da Copa do Mundo 2026)
Data: Segunda-feira, 29 de junho de 2026
Horário: 14h (horário de Brasília)
Local: NRG Stadium, Houston (EUA)
Provável Escalação (Brasil): Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Vini Jr. e Matheus Cunha. Técnico: Carlo Ancelotti.
Provável Escalação (Japão): Zion Suzuki; Ayumu Seko, Kou Itakura (ou Shogo Taniguchi) e Hiroki Ito; Yukinari Sugawara, Ao Tanaka, Ritsu Doan, Daichi Kamada e Daizen Maeda; Keito Nakamura e Ayase Ueda. Técnico: Hajime Moriyasu.
Depois de confirmar a liderança do Grupo C, a Seleção Brasileira inicia uma nova etapa da Copa do Mundo de 2026. A partir de agora, qualquer erro pode ser fatal. O primeiro desafio será o Japão, na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston.
A classificação em primeiro lugar não tornou o caminho brasileiro mais simples. Pelo contrário. Com o novo formato da Copa do Mundo, que passou a reunir 48 seleções, o Brasil precisará superar cinco confrontos eliminatórios para levantar a taça no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho.
O caminho do Brasil até a final
Antes mesmo da bola rolar, o chaveamento já mostra o tamanho da missão brasileira.
Possível trajetória do Brasil
- 16-avos de final – Japão
- Oitavas de final – Noruega (ou Costa do Marfim)
- Quartas de final – Inglaterra
- Semifinal – Argentina
- Final – França, Espanha ou outro sobrevivente do lado oposto da chave
Nunca desde a adoção do mata-mata moderno uma seleção precisou atravessar uma sequência potencialmente tão pesada para conquistar o título mundial.
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Japão é o primeiro grande teste do Brasil
O primeiro obstáculo será uma seleção japonesa bastante diferente daquela que apenas apostava na velocidade. Hoje, o Japão alia organização defensiva, intensidade física e transições extremamente rápidas.
O retrospecto histórico ainda favorece amplamente o Brasil, mas o cenário recente serve de alerta. Em outubro de 2025, os japoneses venceram os brasileiros por 3 a 2 em um amistoso, resultado que levou Carlo Ancelotti a cobrar maior concentração e equilíbrio emocional da equipe.
Outro aspecto observado durante esta Copa foi a capacidade japonesa de reagir mesmo quando sai atrás no placar. Ao mesmo tempo, o empate diante da Suécia mostrou dificuldades na defesa de bolas aéreas e na recomposição quando pressionado em linhas altas.
Para Vinícius Júnior, Matheus Cunha e companhia, será um confronto que exigirá intensidade desde os primeiros minutos.
Novo formato tornou a Copa ainda mais difícil
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A principal novidade desta edição é o aumento do mata-mata.
Agora, quem avança da fase de grupos disputa uma fase de 16-avos de final antes das oitavas, aumentando significativamente o número de partidas eliminatórias.
Na prática, isso significa:
- uma fase extra de mata-mata;
- cinco vitórias necessárias para ser campeão;
- menos margem para erros;
- maior desgaste físico;
- mais oportunidades para surpresas.
Em torneios eliminatórios, basta um jogo ruim para comprometer toda a campanha. O novo formato reduz ainda mais a vantagem das seleções favoritas.
Haaland pode ser o próximo desafio brasileiro
Caso elimine o Japão, o Brasil deverá enfrentar a Noruega nas oitavas de final.
O grande nome é Erling Haaland, um dos artilheiros da competição ao lado de Vinícius Júnior. Sua força física, presença de área e eficiência nas finalizações representam um teste que a defesa brasileira ainda não enfrentou nesta Copa.
Será também um duelo entre dois dos principais candidatos ao protagonismo do torneio.
Enquanto Haaland vive quase exclusivamente para concluir as jogadas, Vinícius oferece velocidade, criatividade e capacidade de decidir partidas em diferentes situações.
Inglaterra aparece como enorme desafio nas quartas
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Se avançar novamente, o Brasil poderá encontrar uma das seleções mais fortes do Mundial.
A Inglaterra reúne um dos elencos mais valiosos do futebol internacional e chega embalada por um sistema ofensivo extremamente produtivo.
Além da qualidade individual de Harry Kane, os ingleses apresentam grande volume de finalizações e intensidade durante praticamente toda a partida.
Nesse cenário, o trabalho coletivo desenvolvido por Carlo Ancelotti ganha ainda mais importância.
A evolução de Bruno Guimarães como organizador, o crescimento de Matheus Cunha no setor ofensivo e a maturidade de Vinícius Júnior serão fundamentais para equilibrar um confronto de altíssimo nível.
Messi pode reencontrar o Brasil na semifinal
Caso sobreviva ao chamado “corredor europeu”, o Brasil poderá reencontrar sua maior rival.
O chaveamento coloca Argentina e Brasil no mesmo lado da competição, abrindo a possibilidade de um Superclássico continental na semifinal.
Enquanto os brasileiros enfrentam uma sequência pesada de adversários, os argentinos aparecem com um caminho teoricamente menos complicado até essa fase.
Se o duelo acontecer, será provavelmente o maior teste da Era Carlo Ancelotti.
Além da rivalidade histórica, existe a possibilidade de esta ser a última Copa do Mundo de Lionel Messi, aumentando ainda mais o peso emocional da partida.
Valor dos elencos mostra o tamanho do desafio
Os números do mercado ajudam a entender por que o caminho brasileiro é considerado um dos mais difíceis desta Copa.
| Seleção | Valor estimado do elenco |
|---|---|
| França | € 1,46 bilhão |
| Inglaterra | € 1,40 bilhão |
| Espanha | € 1,28 bilhão |
| Brasil | € 941 milhões |
Embora o Brasil apareça entre as seleções mais valiosas do torneio, a diferença financeira evidencia o alto nível dos adversários que podem surgir pelo caminho.
O hexa pode ser o mais difícil da história
A Seleção Brasileira chega ao mata-mata com uma identidade consolidada. Vinícius Júnior vive grande fase, Bruno Guimarães assumiu papel decisivo na organização da equipe, Matheus Cunha tornou-se peça importante no ataque e Neymar retorna gradualmente como alternativa técnica.
Ainda assim, o desafio é enorme.
O Brasil inicia sua caminhada diante de um Japão organizado e perigoso. Se confirmar o favoritismo, poderá enfrentar Haaland, uma poderosa Inglaterra e, possivelmente, Lionel Messi antes mesmo da decisão.
Se conseguir levantar a taça no dia 19 de julho, em Nova Jersey, dificilmente haverá dúvidas: será um dos títulos mais desafiadores da história da Seleção Brasileira e um hexacampeonato conquistado contra alguns dos adversários mais fortes que uma Copa do Mundo já reuniu.
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