Recopa Ensina ao Flamengo

Alerta Ligado: O Que a Derrota na Recopa Ensina ao Flamengo

O primeiro confronto, realizado na Argentina, terminou com a vitória do Lanús por 1 a 0, quebrando o favoritismo inicial da equipe brasileira.


O cenário em Buenos Aires era de gala: o encontro entre o atual detentor da “Glória Eterna”, o Flamengo, e o resiliente campeão da Copa Sul-Americana, o Lanús. No entanto, o que se viu no gramado do estádio La Fortaleza foi um distanciamento abismal entre o prestígio das camisas e a realidade da entrega técnica. O placar mínimo de 1 a 0 para os argentinos foi um “ponto fora da curva” diante de um domínio portenho que, em diversos momentos, beirou o atropelo tático, deixando o torcedor rubro-negro com um amargo questionamento sobre os rumos deste início de 2026.

1. A Armadilha do Favoritismo e a Postura de Liderança

Flamengo desembarcou na Argentina sob o peso de um favoritismo inflado, inclusive pelo mercado de apostas, que apontava odds de 2.20 na Betano e 2.15 na Bet365 para a vitória brasileira. Contudo, o pragmatismo do Lanús mostrou que o status de campeão da Libertadores não entra em campo. Em meio à apatia coletiva, coube ao zagueiro Léo Ortiz assumir o papel de porta-voz da autocrítica, reconhecendo que a mística do clube não basta para vencer duelos de mata-mata.

“Viemos sabendo da nossa responsabilidade, do nosso favoritismo, mas isso não ganha jogo. Temos que trabalhar mais forte para reverter dentro de casa. Jogo difícil, temos que ser melhores, é um resultado que dá para reverter em casa. Temos que ser melhores em casa para ganhar o jogo e ser campeão.”

2. O “Escudo” dos Impedimentos e o Vácuo Defensivo

Se o placar terminou magro, o Flamengo deve agradecer à arbitragem e às linhas de impedimento. A derrota por apenas um gol foi, tecnicamente, um lucro inesperado. O time foi dominado e exibiu uma fragilidade alarmante na recomposição, permitindo que o adversário encontrasse espaços generosos nas entrelinhas. A falta de uma “cara de time”, citada nos bastidores pós-jogo, reflete uma equipe que, embora recheada de estrelas, ainda não encontrou o equilíbrio necessário para neutralizar transições rápidas, dependendo da sorte para não retornar ao Rio de Janeiro com uma desvantagem irreversível.

jogo do flamengo
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3. A Resiliência do “Algoz” de Brasileiros

Não se deve subestimar o feito do Lanús. A equipe de Mauricio Pellegrino chegou à final após bater o Atlético Mineiro na decisão da Copa Sul-Americana de 2025, provando ser um carrasco de gigantes brasileiros. O time argentino vive um 2026 de altos e baixos: começou o ano com três vitórias avassaladoras, mas mergulhou em um hiato de três jogos sem vencer antes deste confronto. No entanto, a força de sua casa e a organização tática impecável neutralizaram nomes como Arrascaeta e Paquetá, reafirmando que o Lanús é um adversário que cresce sob a pressão do protagonismo.

4. A Encruzilhada Tática de Filipe Luís

O revés na Argentina acende um sinal de alerta sobre o trabalho de Filipe Luís. Após a perda dolorosa da Supercopa Rei para o Corinthians, o técnico parece lutar contra o tempo para dar identidade a um elenco galático. A dificuldade em integrar peças de alto nível técnico sem sacrificar a solidez defensiva é o grande dilema atual. A instabilidade neste início de temporada sugere que o brilho individual já não é suficiente para mascarar a ausência de um sistema coletivo funcional, colocando o treinador sob uma pressão que só a conquista do título poderá aliviar.

5. A Matemática do Título e o “Fator Maracanã”

O destino da Recopa Sul-Americana será selado na próxima quinta-feira, dia 26 de fevereiro, no Rio de Janeiro. A matemática para o Flamengo é direta, mas exige uma mudança drástica de postura:

• Título Direto: Vitória por dois ou mais gols de diferença.

• Pênaltis: Vitória simples, por apenas um gol de vantagem.

• Vice-campeonato: Qualquer empate ou nova derrota entrega o troféu aos argentinos.

Conclusão: O Maracanã Será o Suficiente?

Flamengo possui o elenco mais valioso do continente, mas a atuação em Buenos Aires provou que a hierarquia técnica foi engolida pela intensidade portenha. O time precisa recuperar urgentemente sua postura competitiva para não transformar 2026 em um ano de frustrações precoces. Fica a provocação: a mística do Maracanã lotado e o provável retorno de peças fundamentais serão suficientes para furar o bloqueio de Mauricio Pellegrino, ou o Lanús repetirá o roteiro de 2025 e fará história novamente contra um gigante brasileiro?

🔴 AO VIVO: COLETIVA DE FILIPE LUÍS! LANÚS X FLAMENGO | RECOPA 2026 | PÓS-JOGO

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