radar 98 em todo luigar

Ônibus do Rio deixam de aceitar dinheiro e mudam regra do Bilhete Único Carioca em 30 de maio

Também nessa data, a integração do Bilhete Único Carioca passa a ser feita exclusivamente pelo cartão Jaé preto

O Fim de uma Era na Catraca

Circular pelo Rio está prestes a exigir uma mudança de hábito obrigatória. O tradicional Riocard, que por anos foi o “dono” das catracas, está de saída dos modais municipais para dar lugar ao Jaé. Se você sente aquela ansiedade ao pensar em como vai chegar ao trabalho ou voltar da faculdade, saiba que não está sozinho. A partir do dia 30 de maio, a tecnologia assume de vez o controle e a forma como você se move pela cidade muda permanentemente. É o fim do anonimato nas catracas e o início de uma era 100% digital que promete facilitar a vida, mas que exige atenção para você não ficar na mão.

O Adeus Definitivo ao Dinheiro nos Ônibus

Prepare-se para dar um “tchau” definitivo às notas e moedas dentro dos ônibus. A partir do dia 30 de maio, o pagamento em espécie será extinto nos coletivos municipais. A ideia é modernizar o fluxo e evitar que o motorista precise se preocupar com troco enquanto dirige.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR): “A medida busca ampliar o controle e a transparência da arrecadação tarifária, reduzir o tempo de embarque, eliminar o manuseio de dinheiro pelos motoristas e aumentar a segurança nos veículos”.

Dica de Especialista: A forma mais inteligente de lidar com isso é o aplicativo Jaé. Nele, você recarrega via Pix ou Cartão de Crédito e o saldo cai na hora. Se preferir usar dinheiro físico para recarregar seu cartão, você ainda pode recorrer a:

  • Máquinas de autoatendimento (ATMs) em estações de BRT, VLT e Metrô.
  • Bilheterias dos terminais de BRT.
  • Cerca de 2 mil pontos credenciados (bancas e comércios) espalhados pela cidade.
RIO DE JANEIRO

O “Rebaixamento” do Cartão Verde (Avulso)

Se você é do time que prefere o cartão Jaé verde (aquele comprado nas máquinas sem cadastro), atenção: ele vai perder “poder” no dia 30 de maio. Para a prefeitura, a prioridade agora é a identificação. Como apenas 3% dos usuários utilizam o cartão verde para integrações, o município decidiu que, para ter direito aos subsídios do Bilhete Único Carioca (BUC) e do Bilhete Único Margaridas (BUM), o uso do CPF é obrigatório.

O cartão verde continuará funcionando, mas apenas para viagens avulsas (tarifa cheia). Se você quiser integração, terá que migrar para o cartão preto ou usar o QR Code do app.

Comparativo: Qual Jaé ter na carteira?


Recurso
Jaé Digital / Cartão PretoCartão Verde (Avulso)
IdentificaçãoVinculado ao seu CPFAnônimo
Custo de AquisiçãoGrátis (App ou balcão)R$ 5,00 (Reembolsável se devolvido)
Integração (BUC/BUM)Sim (Tarifa única)Não (Paga tarifa cheia a cada uso)
Recuperação de SaldoGarantida em caso de perdaImpossível se perder
Foco de UsoCarioca que circula todo diaTuristas ou uso emergencial

Riocard e Jaé: O “Divórcio” que Exige Malabarismo

Muita gente ainda se confunde, mas a regra é clara: o saldo do seu Riocard não vai migrar para o Jaé. São sistemas de empresas diferentes. Isso significa que, por enquanto, você terá que fazer um “malabarismo” com dois cartões na carteira:

  • Use Jaé para: Ônibus municipais, BRT, VLT e Vans legalizadas.
  • Use Riocard para: Trens (SuperVia), Barcas, Metrô (opcional) e Ônibus Intermunicipais.

Se você tem muito dinheiro parado no Riocard e quer resgatar, o processo é burocrático: precisa cancelar o cartão antigo e solicitar o reembolso via videochamada ou presencialmente.

Importante: O valor cai em conta bancária vinculada ao CPF do titular em até 15 dias úteis. Para quem usa Vale-Transporte, o buraco é mais embaixo: é obrigatório apresentar uma declaração do empregador autorizando o reembolso.

Integração com o Metrô: O Grande Acordo

Uma excelente notícia para o passageiro é que o Jaé agora “conversa” com o MetrôRio. A partir do dia 30, as integrações tarifárias entre o metrô e os modais da prefeitura (ônibus e BRT) serão feitas exclusivamente com o Jaé. Isso simplifica o trajeto de quem faz o combo ônibus + metrô, eliminando a necessidade de dois cartões para uma única jornada integrada.

Os valores das tarifas combinadas com Jaé são:

  • Metrô + BRT (via Vicente de Carvalho ou Jardim Oceânico): R$ 9,70
  • Metrô + Ônibus Municipais (integrações em Botafogo e Antero de Quental): R$ 7,90
  • Metrô + Vans (Rocinha e Vidigal): R$ 8,80 (Nota: A aceitação em vans ainda está em transição; o sistema será pleno em toda a frota legalizada até 31 de dezembro).

O Jaé Além do Ônibus: O Futuro na Palma da Mão

O Jaé não nasceu para ser apenas um cartão de ônibus. A visão tecnológica por trás do sistema, operado pela empresa Dock com bandeira Visa, é transformá-lo em uma verdadeira carteira de mobilidade. No futuro, seu cartão Jaé poderá funcionar inclusive como um cartão de crédito comum.

Atualmente, o sistema já permite o pagamento de aluguel de patinetes elétricos nas zonas Sul e Central. E não para por aí: o próximo passo anunciado pela prefeitura é integrar o pagamento da Zona Azul (estacionamento público). O objetivo, segundo o prefeito Eduardo Paes, é dar transparência total aos dados e acabar com a “caixa-preta” do setor: “A raposa não cuidará mais do galinheiro”.

A modernização do transporte carioca é um caminho sem volta. A saída do dinheiro físico e a entrada da identificação digital prometem um sistema mais seguro, rápido e transparente. No entanto, o sucesso dessa “virada de chave” depende de quão bem o cidadão conseguirá se adaptar.

Com o fim do dinheiro físico e a obrigatoriedade da identificação digital, fica a pergunta: estamos caminhando para uma cidade mais eficiente ou corremos o risco de excluir quem ainda não domina os aplicativos? O Rio está mudando, e o Jaé é o seu passaporte para essa nova jornada. Certifique-se de estar com o seu CPF em dia e o app instalado antes do dia 30!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar