Quem não conseguiu a reeleição em 2026, veja os nomes
aualizado em 6 de outubro de 2026
Virada Histórica: 5 Destaques das Urnas que Reconfiguraram a Política Brasileira
A eleição de 2026 produziu uma das maiores renovações recentes do Senado Federal e retirou da disputa nomes que estavam entre os políticos mais conhecidos do país. A relação abaixo mostra os 18 senadores que tentaram a reeleição, mas não conseguiram novo mandato, com o número de votos obtido por cada um.
Senadores que não conseguiram a reeleição em 2026
- Renan Calheiros (MDB-AL) — 709.173 votos
- Randolfe Rodrigues (PT-AP) — 163.857 votos
- Angelo Coronel (Republicanos-BA) — 2.845.421 votos
- Leila Barros (PDT-DF) — 686.340 votos
- Fabiano Contarato (PT-ES) — 521.431 votos
- Marcos do Val (Avante-ES) — 167.900 votos
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO) — 633.502 votos
- Weverton Rocha (PDT-MA) — 1.078.115 votos
- Eliziane Gama (PT-MA) — 691.994 votos
- Carlos Viana (PSD-MG) — 3.569.261 votos
- Soraya Thronicke (PSB-MS) — 340.788 votos
- Carlos Fávaro (PSD-MT) — 411.020 votos
- Zequinha Marinho (Podemos-PA) — 1.887.564 votos
- Ciro Nogueira (PP-PI) — 902.026 votos
- Zenaide Maia (PSD-RN) — 630.071 votos
- Chico Rodrigues (PSB-RR) — 81.845 votos
- Esperidião Amin (PP-SC) — 1.233.034 votos
- Sérgio Petecão (PSD-AC) — 90.849 votos
Os números mostram a dimensão da renovação. Dos 32 senadores que tentaram a reeleição em 2026, apenas 14 conseguiram permanecer no Senado, enquanto 18 ficaram fora da composição que assumirá em 2027.
Importante: a renovação do Senado não significa que 40 dos atuais 81 senadores foram necessariamente derrotados. Em 2026, estavam em disputa 54 cadeiras, e algumas delas eram ocupadas por parlamentares que não concorreram à reeleição ou disputaram outros cargos. Ao final, 40 das 54 cadeiras em disputa serão ocupadas por novos senadores.
1. Uma grande renovação no Senado Federal
O resultado das urnas alterou significativamente a composição do Senado a partir de 2027.
A eleição colocou em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, correspondentes a dois terços do Senado. Como o mandato de senador é de oito anos, a renovação ocorre de forma alternada: em uma eleição são disputadas 54 vagas e, quatro anos depois, outras 27.
Em 2026, entretanto, a mudança foi ampliada pela derrota de 18 dos 32 senadores que tentaram permanecer no cargo.
Entre os nomes que deixarão o Senado estão políticos com décadas de atuação nacional.
Entre os principais nomes derrotados estão:
- Renan Calheiros, senador por Alagoas desde 1995;
- Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas;
- Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso;
- Esperidião Amin, ex-governador de Santa Catarina;
- Carlos Viana, senador por Minas Gerais;
- Soraya Thronicke, que chegou ao Senado em 2019;
- Leila Barros, ex-atleta olímpica e senadora pelo Distrito Federal;
- Angelo Coronel, senador pela Bahia;
- Fabiano Contarato, senador pelo Espírito Santo.
A saída desses parlamentares modifica a experiência acumulada e a distribuição partidária dentro da Casa.
2. O avanço do PL no novo Senado
Outro destaque das eleições foi o crescimento do Partido Liberal no Senado.
O PL conquistou 19 das 54 cadeiras que estavam em disputa e deverá chegar a 28 senadores na composição de 2027, tornando-se a maior bancada individual da Casa.
O novo cenário do Senado envolve:
- maior presença do PL;
- renovação de 40 das 54 cadeiras em disputa;
- apenas 14 reeleições entre os 32 senadores que tentaram permanecer;
- entrada de novos nomes ligados a diferentes correntes políticas;
- mudança na correlação de forças entre governo e oposição.
O resultado, porém, não permite concluir sozinho como será cada votação no próximo Congresso. A formação de maiorias dependerá das bancadas partidárias, das alianças e das negociações que ocorrerão a partir da posse.
3. A derrota de políticos com longa trajetória
A lista dos não reeleitos chama atenção também pela longevidade política de alguns dos derrotados.
Renan Calheiros é o caso mais emblemático. Senador desde 1995, ele buscava um quinto mandato consecutivo e terminou a disputa em terceiro lugar em Alagoas, com 709.173 votos. Arthur Lira e Marina JHC ficaram com as duas vagas.
No Amapá, Randolfe Rodrigues recebeu 163.857 votos e terminou em terceiro. As duas vagas ficaram com Rayssa Furlan e Lucas Barreto.
Em Minas Gerais, Carlos Viana obteve 3.569.261 votos, mas terminou atrás dos dois candidatos eleitos, Domingos Sávio e Marília Campos.
No Piauí, Ciro Nogueira recebeu 902.026 votos, mas não conseguiu renovar o mandato.
Esses resultados demonstram que notoriedade nacional e experiência parlamentar não foram suficientes para garantir a permanência no Senado.
4. O mapa eleitoral ficou mais diversificado
A renovação também atravessou diferentes regiões do país.
No Nordeste, por exemplo, senadores conhecidos como Renan Calheiros, Weverton Rocha, Eliziane Gama, Ciro Nogueira e Zenaide Maia não conseguiram permanecer na Casa.
No Sul, Esperidião Amin ficou fora após receber 1.233.034 votos em Santa Catarina.
No Centro-Oeste, Soraya Thronicke e Carlos Fávaro também não conseguiram a reeleição.
No Norte, a mudança atingiu nomes como Randolfe Rodrigues, Zequinha Marinho e Sérgio Petecão.
A renovação dos senadores atingiu:
- Norte
- Nordeste
- Centro-Oeste
- Sudeste
- Sul
Ou seja, a mudança na composição do Senado não ficou concentrada em uma única região brasileira.
5. Uma nova geração ganha espaço na política nacional
A renovação do Senado ocorre ao mesmo tempo em que uma nova geração de políticos amplia sua presença no Congresso.
Entre os nomes que ganharam destaque nas eleições de 2026 estão parlamentares que construíram parte significativa de sua projeção por meio das redes sociais, da atuação parlamentar e da mobilização de grupos políticos.
No Distrito Federal, por exemplo, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis conquistaram as duas vagas para o Senado.
No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem também foi eleito para o Senado, enquanto outros nomes ligados a diferentes correntes políticas conquistaram espaço em vários estados.
A renovação, portanto, não significa apenas a saída de políticos tradicionais. Ela também representa a chegada de novos protagonistas ao Legislativo.
O que muda no Congresso a partir de 2027?
O resultado das urnas produziu uma nova composição política no Senado e na Câmara dos Deputados.
Na Câmara, o PL chegará a 2027 com 121 deputados, enquanto o PT terá 70, segundo os resultados divulgados após o primeiro turno.
No Senado, o PL terá 28 parlamentares, tornando-se a maior bancada individual da Casa.
Os principais efeitos do resultado eleitoral são:
- renovação de 40 das 54 cadeiras do Senado em disputa;
- 18 senadores derrotados entre os 32 que tentaram a reeleição;
- PL com 28 senadores a partir de 2027;
- PL com 121 deputados na Câmara;
- chegada de uma nova geração de parlamentares;
- saída de políticos com décadas de atuação no Congresso;
- mudança na relação de forças entre governo, oposição e partidos de centro.
Conclusão
As eleições de 2026 produziram uma transformação significativa no Congresso Nacional. A derrota de 18 senadores que buscavam a reeleição, somada à chegada de 40 novos nomes às cadeiras que estavam em disputa, fará do Senado uma Casa bastante diferente a partir de 2027.
O resultado também fortaleceu o PL e ampliou a presença de novas lideranças políticas, enquanto nomes tradicionais deixaram o Legislativo.
A composição final do Congresso, entretanto, será apenas o ponto de partida. A força de cada grupo político dependerá das alianças, da formação das mesas diretoras, das comissões e das votações que ocorrerão durante a próxima legislatura.
As urnas mudaram o Congresso. Agora, o desafio será entender como essa nova composição vai funcionar na prática.
Guia das Eleições 2026: Tudo o que Você Precisa Saber para Votar sem Complicações
Imagine a seguinte cena: você entra na seção eleitoral no dia 4 de outubro de 2026, caminha até a urna eletrônica e se prepara para digitar seus votos. Desta vez, a responsabilidade é grande, pois você precisará escolher candidatos para 6 cargos diferentes: Deputado Federal, Deputado Estadual (ou Distrital, no Distrito Federal), Senador para a 1ª vaga, Senador para a 2ª vaga, Governador e Presidente da República.
Com tantos dígitos para memorizar em uma única sequência de votação, o processo exige organização. No entanto, a experiência de ir às urnas vai muito além de apertar o botão “Confirma”.
Para garantir uma votação tranquila e evitar penalidades severas, a Justiça Eleitoral estabeleceu diretrizes claras. Existem proibições tecnológicas rígidas, imunidades legais surpreendentes e uma ampla rede de recursos de acessibilidade que garantem o exercício pleno da cidadania. A seguir, detalhamos as principais regras e direitos que todo eleitor precisa conhecer para o pleito de 2026.
A colinha de papel é a sua maior aliada (e virou fenômeno nas redes sociais)
Em uma época dominada por smartphones e alta tecnologia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está apostando alto em um recurso tradicional: a famosa “colinha eleitoral” em papel. No dia 4 de outubro de 2026, os eleitores terão que digitar os números de seis candidaturas diferentes. Como os dispositivos digitais não podem ser levados para a cabine, memorizar todos esses dígitos sem anotações se torna um desafio desnecessário.
A campanha do TSE “Leve a colinha para votar” tornou-se um verdadeiro fenômeno de engajamento digital, alcançando mais de 16 milhões de visualizações nos perfis oficiais do Tribunal. Apenas no TikTok, o vídeo ultrapassou 5,9 milhões de visualizações, somados a 5,3 milhões no Instagram, 3,6 milhões no Facebook e 2,1 milhões no YouTube.
A razão dessa mobilização é essencialmente prática: dúvidas, esquecimentos ou demoras prolongadas diante do teclado da urna geram um efeito dominó que atrasa imensamente as filas de votação. A anotação prévia em papel é apontada pelas autoridades como o meio mais eficaz para garantir rapidez e fluidez no pleito.
“Essa campanha busca ser um aviso leve e didático para a eleitora ou o eleitor que deixa para lembrar os números apenas na hora de votar. São seis cargos, muitos dígitos, ou seja, muito para se decorar. Essa demora ou dúvida gera um efeito dominó nas filas. Nosso recado é direto: anote tudo em um papelzinho e leve-o com você, já que o celular não pode entrar na cabine. O lembrete tradicional em papel continua sendo o melhor amigo do eleitor para uma votação rápida.” — Rakell Dimanski, Coordenadora de Mídias e Web do TSE.
A orientação é endossada pela mais alta autoridade da Justiça Eleitoral brasileira, reforçando o impacto positivo do hábito na organização do dia do pleito:
“A cola eleitoral ajuda as eleitoras e os eleitores a se lembrarem de suas escolhas, tornando o processo mais simples e ágil. A cola de papel é sinônimo de votação rápida e de menos tempo na fila.” — Ministro Kassio Nunes Marques, Presidente do TSE.
💡 Dica Prática: Você não precisa improvisar no dia da votação. A Justiça Eleitoral disponibiliza um modelo oficial impresso para preenchimento prévio. Você pode baixar e imprimir o seu modelo direto no portal do TSE através do link oficial: Baixe aqui a sua Colinha Eleitoral em PDF.
Celular na cabine de votação é estritamente proibido (e a mesa vai guardar o seu)
Se você tem o hábito de resolver tudo pelo celular, atenção: aparelhos celulares, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer outro equipamento de gravação e transmissão capaz de registrar o voto são estritamente proibidos dentro da cabine de votação. A proibição é amparada pela Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e regulamentada para este pleito pela Resolução TSE nº 23.759/2026.
Ao se apresentar à seção eleitoral, o eleitor deve desligar o aparelho celular (e eventuais câmeras ou filmadoras) e entregá-lo aos integrantes da mesa receptora de votos antes de caminhar até a urna eletrônica. O dispositivo ficará sob custódia da mesa e será devolvido assim que a votação for concluída. Caso a pessoa se recuse a entregar o equipamento, não será autorizada a votar, a ocorrência será registrada em ata e a força policial poderá ser acionada.
Essa exigência protege um dos pilares da democracia brasileira: o sigilo absoluto do voto, garantido pela Constituição Federal. A medida evita a exposição das escolhas individuais e combate crimes de coação ou compra de votos, nos quais eleitores são indevidamente pressionados por terceiros a apresentar provas fotográficas ou em vídeo de suas escolhas na urna.
Você não pode ser preso nos dias anteriores à eleição (salvo raras exceções)
A legislação brasileira prevê uma garantia fundamental para proteger o livre exercício do voto contra prisões arbitrárias ou de motivação política. Para as Eleições Gerais de 2026, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido entre os dias 29 de setembro e 6 de outubro de 2026 (período que compreende os cinco dias anteriores e os dois dias posteriores ao primeiro turno).
No entanto, essa imunidade eleitoral não é absoluta. A lei estabelece exatamente três exceções legais nas quais a prisão pode ocorrer:
- Prisão em flagrante delito (quando o indivíduo é pego no momento em que comete um crime);
- Cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável;
- Desrespeito ou violação a salvo-conduto.
Vale destacar que essa proteção legal não se restringe apenas ao eleitorado em geral: garantias similares de imunidade contra prisão, com prazos e cronogramas próprios previstos em lei, também se estendem a candidatos, mesários e fiscais partidários durante o período eleitoral. Essa proteção coletiva assegura a fluidez das eleições sem interferências indevidas no ecossistema democrático.
A linha tênue entre manifestação individual permitida e o crime de “Boca de Urna”
No dia da votação (4 de outubro para o 1º turno e 25 de outubro para um eventual 2º turno), a linha que separa a livre expressão do eleitor de uma infração penal é muito clara.
- O que é PERMITIDO: É direito constitucional do eleitor realizar a manifestação individual e silenciosa de sua preferência política. Você pode comparecer à seção eleitoral utilizando bandeiras, broches, dísticos, adesivos e camisetas com as cores ou a identificação do seu candidato, partido, coligação ou federação.
- O que é PROIBIDO: São proibidas manifestações coletivas, aglomerações de pessoas com vestuário padronizado ou instrumentos de propaganda, carreatas, uso de alto-falantes e amplificadores de som, comícios e qualquer abordagem, aliciamento ou tentativa de convencer outros eleitores a mudar de voto (a prática conhecida como boca de urna).
Alerta para a Esfera Digital
A proibição se estende rigorosamente ao ambiente virtual. No dia do pleito, a legislação considera crime eleitoral a publicação de novos conteúdos de propaganda e o impulsionamento de publicações nas redes sociais e páginas da internet. Os materiais e peças de campanha já postados em dias anteriores podem continuar disponíveis online, mas nenhuma nova postagem engajada pode ser realizada na data da eleição.
Canais Oficiais de Informação e Denúncia
Para combater irregularidades e abusos no dia do pleito, a Justiça Eleitoral disponibiliza ferramentas tecnológicas diretas ao cidadão:
- Aplicativo Pardal: Permitido para denunciar anonimamente compra de votos, boca de urna e propagandas irregulares diretamente pelo celular, com envio de fotos, vídeos, áudios e links.
- Siade (Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral): Plataforma voltada para denunciar fatos inverídicos, envio massivo de mensagens virtuais não autorizadas ou uso irregular de Inteligência Artificial (IA) capaz de desequilibrar a disputa.
- ChatVote / Chatbot do TSE: Assistente virtual por inteligência artificial disponível no Portal do TSE e no e-Título (registrando média de 37 mil acessos diários) para tirar dúvidas de eleitores em linguagem natural e em tempo real.
📌 RESUMO DE PENALIDADES LEGAIS (Art. 39, § 5º da Lei nº 9.504/1997)
- Detenção: De 6 meses a 1 ano (com possibilidade de substituição por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período).
- Multa Financeira: De R 5.320,50 a R 15.961,50 (correspondente a 5.000 a 15.000 UFIR).
- Responsabilidade Institucional: Partidos políticos, coligações e federações também respondem judicialmente caso fique comprovado que a prática ilegal foi financiada, endossada ou organizada de forma institucional pela campanha.
Acessibilidade e inclusão bateram recorde em 2026 (com recursos de alta tecnologia)
As Eleições Gerais de 2026 registram o maior contingente inclusivo da história do país: são quase 2 milhões de eleitores com deficiência cadastrados (1.970.165 pessoas, um aumento de 42% em relação a 2022) e mais de 220 mil seções eleitorais com acessibilidade (+41%).
Para assegurar total autonomia no momento do voto, a urna eletrônica e a Justiça Eleitoral contam com recursos adaptativos de ponta:
- Sistema de Áudio com Voz Sintetizada: A urna possui a voz sintetizada “Letícia” para orientar eleitores com deficiência visual, acompanhada de fones de ouvido descartáveis e de uso individual fornecidos pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
- Teclado Adaptado: Teclas com marcações em Braille e identificação tátil em relevo no número 5.
- Linguagem Brasileira de Sinais: Tradutor/intérprete de Libras apresentado no canto inferior da tela do terminal.
- Acompanhante de Confiança: Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida têm o direito de entrar na cabine acompanhados por uma pessoa de sua escolha (que pode até digitar os números na urna, caso a presidência da mesa confirme a necessidade imprescindível).
- Cão-Guia e Tecnologias Assistivas: Entrada liberada para cães-guia na seção e autorização para o uso de tecnologias assistivas que auxiliem o eleitor, desde que preservado o sigilo do voto.
- Diversidade e Respeito às Identidades: Garantia do uso do nome social no cadastro eleitoral para pessoas transgênero e respeito integral às línguas e tradições de povos indígenas e quilombolas, sem exigência de fluência em língua portuguesa para alistamento ou votação.
Ordem Legal de Prioridade na Fila de Votação
A legislação estabelece uma hierarquia clara para o atendimento nas seções eleitorais:
- Prioridade Máxima Absoluta: Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre qualquer outro eleitor, independentemente do horário de chegada à seção (prioridade estendida ao seu acompanhante ou atendente pessoal).
- Prioridade Geral: Pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida, idosos (60+), gestantes, lactantes e pessoas com crianças de colo (com prioridade estendida aos acompanhantes).
- Doadores de Sangue: Têm direito à preferência logo após os grupos anteriores, mediante apresentação de comprovante de doação de sangue válido por 120 dias no 1º e no 2º turno das eleições.
Transporte gratuito é dever público; transporte oferecido por candidato é crime
Para viabilizar o acesso de toda a população aos locais de votação, o poder público tem o dever de garantir transporte coletivo urbano e intermunicipal gratuito nos dias de eleição, funcionando com a mesma frequência e frota operada em dias úteis.
Além disso, iniciativas específicas como o Programa Seu Voto Importa organizam transporte especial (mediante parcerias e convênios firmados pelos TREs) para eleitores com deficiência, mobilidade reduzida ou que residam em comunidades isoladas e tradicionais (como áreas indígenas e quilombolas) que não possuam meios próprios de deslocamento.
O Limite Legal entre Assistência Pública e Crime Eleitoral
Enquanto o transporte público oferecido pelo Estado é uma garantia democrática, é terminantemente proibido que candidatos, partidos ou apoiadores ofereçam transporte privado ou refeições a eleitores. A oferta de caronas, combustíveis ou alimentação por parte de campanhas configura crime eleitoral grave de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder.
existe, contudo, uma exceção legal específica: a própria Justiça Eleitoral é autorizada por lei a fornecer alimentação aos eleitores em casos pontuais e de extrema necessidade, exclusivamente quando se tratar de moradores de áreas isoladas (como comunidades indígenas, quilombolas ou ribeirinhas). Essa medida do Estado assegura a subsistência básica durante o deslocamento sem qualquer vínculo político ou pedido de votos.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Quando serão as eleições de 2026?
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro. Caso haja segundo turno para presidente ou governador, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
2. Quais cargos serão escolhidos nas eleições de 2026?
Os eleitores votarão para seis cargos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador para duas vagas, governador e presidente da República.
3. Posso levar o celular para a cabine de votação?
Não. O uso de celulares, câmeras e outros equipamentos que possam registrar o voto é proibido na cabine. O aparelho deverá ser desligado e entregue à mesa receptora antes da votação, sendo devolvido após a conclusão do voto.
4. Posso levar uma colinha com os números dos candidatos?
Sim. A Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma colinha em papel com os números de seus candidatos. O recurso ajuda a evitar esquecimentos e torna a votação mais rápida.
5. O que é considerado boca de urna?
Boca de urna é a tentativa de convencer ou influenciar outros eleitores no dia da votação. São proibidas abordagens, manifestações coletivas de campanha, aglomerações com propaganda e outras ações de aliciamento eleitoral.
6. Posso usar camiseta ou adesivo do meu candidato no dia da eleição?
Sim. É permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência política, por meio de camisetas, bandeiras, broches e adesivos. Manifestações coletivas e ações de propaganda eleitoral são proibidas.
7. Quem tem prioridade na fila de votação?
Pessoas com mais de 80 anos têm prioridade máxima. Também possuem preferência pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, idosos a partir de 60 anos, gestantes, lactantes e pessoas com crianças de colo. Doadores de sangue têm prioridade após esses grupos, conforme as regras eleitorais.
8. Pessoas com deficiência podem entrar acompanhadas na cabine?
Sim. Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem contar com uma pessoa de sua confiança para acompanhá-los, inclusive para auxiliar na digitação dos votos, quando a necessidade for confirmada pela presidência da mesa.
9. Existe transporte gratuito no dia da eleição?
O poder público deve garantir transporte coletivo urbano e intermunicipal gratuito nos dias de eleição, conforme as regras aplicáveis. Também podem existir serviços especiais para eleitores com deficiência, mobilidade reduzida e moradores de comunidades isoladas.
10. O eleitor pode ser preso nos dias próximos à eleição?
A legislação prevê restrições à prisão de eleitores no período eleitoral, com exceções como prisão em flagrante, cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.
