MELHORES MOMENTOS: COSTA DO MARFIM 1 X 2 NORUEGA

Brasil enfrenta Noruega neste domingo pelas oitavas da Copa: Brasil nunca venceu os Caras

O Brasil reencontra a Noruega nas oitavas de final da Copa de 2026, revivendo o fantasma de 1998. O duelo põe à prova a tática de Ancelotti contra o tabu histórico de nunca ter vencido os nórdicos e o faro de gol do artilheiro Erling Haaland.


A sofrida vitória por 2 a 1 sobre o Japão, arrancada nos acréscimos, trouxe o alívio necessário, mas o sorteio do destino reservou um desafio carregado de simbolismo para a Seleção Brasileira. Nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o Brasil reencontrará a Noruega — equipe que avançou ao bater a Costa do Marfim também por 2 a 1.

No futebol masculino profissional, o Brasil jamais venceu a Noruega. Em 4 confrontos oficiais na história, o retrospecto aponta:

  • Vitórias da Noruega: 2
  • Empates: 2
  • Vitórias do Brasil: 0
  • Gols marcados: Noruega 8 vs. 5 Brasil

Todos os confrontos históricos:

DataPartidaCaráter
28/07/1988Noruega 1 x 1 BrasilAmistoso
29/05/1997Noruega 4 x 2 BrasilAmistoso
23/06/1998Brasil 1 x 2 NoruegaCopa do Mundo (Fase de Grupos)
16/08/2006Noruega 1 x 1 BrasilAmistoso

O confronto evoca fantasmas históricos: exatos 28 anos após o traumático revés em Marselha, na Copa de 1998, as duas seleções voltam a se cruzar em um Mundial. O cenário está montado para um duelo onde a tática de Carlo Ancelotti será testada contra o peso de um passado que ainda insiste em assombrar.

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1. O Tabu Inabalável: O Único País que o Brasil Nunca Venceu

Pode soar como uma anomalia estatística, mas é um fato incômodo: o Brasil jamais venceu a Noruega no futebol masculino. Em quatro confrontos na história, o retrospecto registra duas vitórias norueguesas e dois empates. O ponto central dessa “kriptonita” nórdica é o jogo de 1998, a única vez que se enfrentaram em Copas até hoje.

No dia 23 de junho de 1998, pelo Grupo A da Copa da França, a Noruega venceu o Brasil de virada por 2 a 1. Os gols nórdicos foram anotados por Tore André Flo e Kjetil Rekdal, enquanto Bebeto marcou o único gol brasileiro sob o comando de Zagallo.

Esse tabu gera uma pressão psicológica real. Para Ancelotti, o desafio é interromper uma tendência perigosa: nas últimas edições, o Brasil sucumbiu justamente para seleções europeias “emergentes” (sem títulos mundiais), como Bélgica em 2018 e Croácia em 2022. Vencer a Noruega é, acima de tudo, provar que esta geração amadureceu para lidar com adversários taticamente disciplinados.

2. Erling Haaland: O “Ciborgue” em Busca de Recordes Históricos

O maior obstáculo entre o Brasil e as quartas de final atende pelo nome de Erling Braut Haaland. O centroavante de 25 anos chega ao mata-mata com números que desafiam a lógica. Nesta Copa, ele já soma 5 gols em 3 jogos (dois contra o Iraque, dois contra Senegal e o gol decisivo contra a Costa do Marfim). No total por sua seleção, são impressionantes 60 gols em 53 partidas.

Abaixo, os feitos que tornam Haaland uma ameaça sem precedentes:

  • Sequência Implacável: Ele balançou as redes em 12 jogos oficiais consecutivos pela Noruega, falhando apenas em amistosos recentes.
  • A Caça a Sándor Kocsis: Haaland persegue o recorde do húngaro Sándor Kocsis, que em 1954 marcou 11 gols. O norueguês busca igualar o início mais avassalador de um estreante em toda a história das Copas.
  • Eficiência de Elite: Na última temporada (somando Manchester City e Seleção), sua média foi de um gol a cada 45 minutos e apenas 10 toques na bola.

A letalidade de Haaland foi provada contra a Costa do Marfim: aos 41 do segundo tempo, ele precisou de apenas um cruzamento rasteiro de Patrick Berg para decidir o jogo. Ele não precisa participar da construção; ele é a própria conclusão.

3. O “Exército Viking” e o Talento de Antonio Nusa

Sob o comando de Ståle Solbakken, a Noruega se comporta como um “Exército Viking”: uma equipe de disciplina férrea, fortíssima no jogo aéreo e que utiliza ligações diretas para explorar a profundidade. Um fator crucial para o domingo é o vigor físico: a Noruega chega com “pernas frescas”, pois o treinador poupou todos os seus titulares na última rodada da fase de grupos contra a França.

Antonio Nusa: O “Neymar Norueguês”

O grande diferencial técnico fora da área é o jovem Antonio Nusa. Chamado de “Neymar norueguês” pela sua imprevisibilidade e facilidade no 1v1, Nusa foi o responsável por abrir o placar contra a Costa do Marfim. Ele domina a ponta esquerda, corta para dentro com velocidade e, como vimos aos 39 minutos daquele jogo, tem um chute refinado que encontrou o ângulo esquerdo do goleiro Yahia Fofana. Além dele, o Brasil terá que lidar com a visão de jogo de Martin Ödegaard (Arsenal) e o porte físico de Alexander Sörloth.

4. A Dor de Cabeça de Ancelotti: O Desfalque de Lucas Paquetá

A notícia que abalou a preparação brasileira em Nova Jersey foi a lesão muscular de Lucas Paquetá, que está fora das oitavas. Sem o seu principal articulador, Carlo Ancelotti estuda quatro caminhos para manter o equilíbrio tático contra um time de transição tão rápida:

  1. Danilo Santos: O jogador do Botafogo é a peça mais cotada. Canhoto e “segundo volante” de vocação, ele traz uma agressividade ofensiva rara para a posição, tendo marcado 12 gols na temporada (dois pela Seleção). Sua entrada manteria a característica de infiltração na área.
  2. Gabriel Martinelli: Oferece intensidade e velocidade. Como ponta de origem, Martinelli transformaria o meio-campo em um setor de pressão alta, como demonstrou ao marcar o gol da vitória sobre o Japão aos 50 do segundo tempo.
  3. Ederson: O volante da Atalanta seria a escolha pela segurança. Com menos projeção ofensiva que Danilo Santos, ele reforçaria o combate para evitar que Ödegaard tenha liberdade para acionar Haaland.
  4. Fabinho: A opção de contenção pura. Um “primeiro volante” para proteger a zaga contra a bola aérea e os rebotes do ataque nórdico.

5. Onde e Quando a História Será Escrita



O palco para este embate de gerações está definido: será o MetLife Stadium, em Nova Jersey, no próximo domingo, 5 de julho, às 17h (horário de Brasília).

Este não é apenas mais um jogo de oitavas de final. É o confronto entre o talento individual de Vinícius Júnior e a máquina de gols chamada Haaland. É a chance de o Brasil provar que aprendeu a lição contra europeus disciplinados ou de ver o tabu viking se consolidar como uma maldição histórica. O Brasil está pronto para enfrentar sua kriptonita? A resposta virá no gramado norte-americano.

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