BOTAFOGO 1 X 0 VOLTA REDONDA – 4 Lições da Estreia de Anselmi
A estreia vitoriosa de Martín Anselmi no comando do Botafogo, marcada pelo triunfo de 1 a 0 sobre o Volta Redonda no Campeonato Carioca. A estreia do técnico Martín Anselmi no comando do Botafogo terminou com uma vitória magra de 1 a 0 sobre o Volta Redonda. Um resultado simples, que poderia passar despercebido. No entanto, por trás…
A estreia vitoriosa de Martín Anselmi no comando do Botafogo, marcada pelo triunfo de 1 a 0 sobre o Volta Redonda no Campeonato Carioca.
A estreia do técnico Martín Anselmi no comando do Botafogo terminou com uma vitória magra de 1 a 0 sobre o Volta Redonda. Um resultado simples, que poderia passar despercebido. No entanto, por trás desse placar, existem mudanças significativas de liderança, desafios inesperados e pistas valiosas sobre o futuro tático do time que merecem uma análise mais profunda.
As Quatro Lições da Partida
1. A braçadeira trocou de dono, mas não de responsabilidade
O Botafogo iniciou uma nova era sem Marlon Freitas, ídolo da conquista da Libertadores e do Brasileirão de 2024, que se transferiu para o Palmeiras. A saída, que não foi bem recebida por parte da torcida, deixou vaga a posição de capitão, um pilar fundamental da equipe.
A escolha por Alex Telles para a braçadeira foi a mais natural possível, sinalizando uma aposta em continuidade e na liderança que já era exercida nos bastidores. Sua importância na relação entre elenco e comissão técnica, e seu papel como referência para os mais jovens, o credenciaram. Em campo, sua liderança não foi apenas simbólica: Telles assumiu a responsabilidade pelas bolas paradas, foi visto instruindo companheiros e chegou a ir à beira do campo para conversar diretamente com Anselmi. Ter uma transição tão suave é um alicerce crucial em um momento de reconstrução.
2. O plano de Anselmi foi testado antes mesmo do apito inicial
Todo técnico sonha com uma estreia tranquila, mas Martín Anselmi viu seu plano de jogo sofrer um dano tático inesperado minutos antes da partida. A saída de Savarino para o Fluminense forçou o treinador a improvisar, acrescentando o volante Allan ao time para recompor a estrutura, o que fez a equipe penar para se acertar nos momentos iniciais.
A vitória mostrou a resiliência do grupo para superar um obstáculo imprevisto. Mas em campo, essa improvisação cobrou seu preço na forma de um placar que não refletiu o domínio absoluto do time.
3. O placar de 1 a 0 não contou a história do jogo
Essa avalanche ofensiva, com 70% de posse de bola e um bombardeio de 10 finalizações contra apenas duas do Volta Redonda no primeiro tempo, já é a marca do que Anselmi pretende implementar. O problema é que, por enquanto, o volume não se converteu em tranquilidade.
O time poderia ter goleado, mas parou em grandes defesas do goleiro adversário, Felipe Avelino, o destaque da primeira etapa. No entanto, uma queda de concentração no final quase custou caro, com o time cedendo três chances claras de empate ao Volta Redonda e adicionando uma dose de emoção desnecessária a um jogo que deveria estar resolvido. O domínio avassalador é um sinal promissor do potencial ofensivo, mas a falta de eficiência e a vulnerabilidade final são pontos de atenção claros para a temporada.
4. O melhor momento do time revelou a “cara real” do Botafogo de Anselmi
O vislumbre do Botafogo ideal de Anselmi, no entanto, apareceu em um momento específico: a entrada de Santiago Rodríguez no lugar de Allan. Foi ali que a equipe conseguiu mostrar a sua real face, a versão que o treinador de fato planejou.
Nesse período, a equipe exibiu o que se espera do novo esquema: uma defesa que promete solidez com Bastos e Marçal ao lado de Alexander Barboza, apoiando um meio-campo mais criativo. Curiosamente, é nesse mesmo sistema que pode residir um desafio para o novo capitão, já que a análise tática sugere que Alex Telles talvez tenha dificuldades para se adaptar plenamente às exigências do esquema. Ainda assim, em uma estreia, esses breves momentos de futebol ideal são mais importantes que o resultado, pois funcionam como uma promessa do que a equipe pode se tornar.
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Sementes Plantadas para o Futuro
A estreia de Anselmi, portanto, foi um microcosmo do que promete ser a temporada: uma base tática promissora (Lição 4) que gera domínio (Lição 3), mas que ainda precisa de estabilidade e uma liderança consolidada (Lição 1) para superar imprevistos (Lição 2) e converter potencial em tranquilidade.
Com um novo líder, um técnico adaptável e um sistema promissor, o que falta para este Botafogo transformar domínio em tranquilidade e resultados mais elásticos?




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