Argentina retoma topo do ranking da Fifa

Argentina volta ao topo da FIFA, mas enfrenta estatística assustadora antes da Copa do Mundo de 2026

A Argentina voltou ao topo do ranking da FIFA dias antes da Copa do Mundo de 2026. Mas um dado histórico preocupa os torcedores: nenhuma seleção líder do ranking conquistou o Mundial desde que o sistema foi criado.

A seleção da Argentina chega à Copa do Mundo de 2026 cercada por confiança, favoritismo e um desafio histórico que intriga torcedores e analistas. A atual campeã mundial reassumiu a liderança do ranking da FIFA na atualização divulgada em 4 de junho, ultrapassando Espanha e França justamente na reta final de preparação para o torneio que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

A conquista do primeiro lugar reforça a excelente fase da equipe comandada por Lionel Scaloni, mas também reacende uma curiosa estatística que acompanha o futebol há décadas: desde a criação do ranking mundial da FIFA, em 1993, nenhuma seleção que iniciou uma Copa do Mundo na liderança conseguiu levantar o troféu.

Como a Argentina voltou ao topo do ranking

A mudança aconteceu após resultados inesperados durante a última Data FIFA.

A França acabou derrotada por 2 a 1 pela Costa do Marfim, em Nantes, enquanto a Espanha empatou por 1 a 1 com o Iraque em amistoso realizado no Estádio Riazor.

Com os tropeços dos concorrentes diretos, os argentinos recuperaram a liderança que haviam ocupado durante boa parte do ciclo iniciado após o título conquistado no Catar, em 2022.

Top 10 do ranking FIFA em junho de 2026

  1. Argentina – 1874,81 pontos
  2. Espanha – 1873,01
  3. França – 1869,43
  4. Inglaterra – 1825,97
  5. Portugal – 1763,83
  6. Brasil – 1762,66
  7. Marrocos – 1756,94
  8. Holanda – 1751,10
  9. Bélgica – 1739,55
  10. Alemanha – 1731,30

A diferença entre Argentina, Espanha e França é mínima, o que significa que novos amistosos ainda podem provocar mudanças antes da abertura oficial da Copa.

O tabu que ninguém conseguiu quebrar

Se a liderança representa prestígio, ela também carrega uma espécie de peso histórico.

Nas oito Copas do Mundo disputadas desde a criação do ranking da FIFA, nenhuma seleção líder conseguiu confirmar o favoritismo.

Veja quem liderava o ranking antes de cada Mundial:

  • 1994: Alemanha (campeão foi o Brasil)
  • 1998: Brasil (campeã foi a França)
  • 2002: França (campeão foi o Brasil)
  • 2006: Brasil (campeã foi a Itália)
  • 2010: Brasil (campeã foi a Espanha)
  • 2014: Espanha (campeã foi a Alemanha)
  • 2018: Alemanha (campeã foi a França)
  • 2022: Brasil (campeã foi a Argentina)

O histórico alimenta debates sobre a real capacidade do ranking de prever o desempenho em uma competição tão imprevisível quanto a Copa do Mundo.

A própria Argentina é um exemplo disso. Em 2022, chegou ao Catar apenas na terceira posição da classificação mundial e terminou levantando a taça após uma campanha memorável.

Messi lidera geração que busca entrar para a história

Além de tentar derrubar a chamada “maldição do número um”, os argentinos perseguem outro feito raro.

A última seleção a conquistar duas Copas do Mundo consecutivas foi o Brasil de Pelé, em 1958 e 1962. Desde então, nenhuma equipe conseguiu repetir o título.

Isso significa que Lionel Messi, Lionel Scaloni e companhia têm a oportunidade de escrever um novo capítulo na história do futebol mundial.

Mesmo aos 39 anos, Messi continua sendo o principal símbolo da equipe e chega ao torneio cercado de expectativa. Ao seu lado, jogadores como Julián Álvarez, Alexis Mac Allister, Enzo Fernández e Emiliano Martínez formam a base de um elenco que manteve boa parte da estrutura campeã mundial.

Problemas físicos acendem sinal de alerta

Nem tudo, porém, é motivo para comemoração.

Relatos da imprensa esportiva indicam que diversos jogadores argentinos enfrentam problemas físicos ou estão em processo de recuperação de lesões.

Messi e o goleiro Emiliano “Dibu” Martínez participaram recentemente de atividades controladas, enquanto a comissão técnica monitora a situação de outros atletas importantes do elenco.

A preocupação é compreensível. Em uma Copa do Mundo disputada em ritmo intenso e com poucos dias de recuperação entre partidas, o condicionamento físico pode ser decisivo.

Como funciona o ranking da FIFA

Desde 2018, a FIFA utiliza um sistema inspirado no método Elo para calcular sua classificação mundial.

O modelo leva em consideração:

  • Força do adversário;
  • Importância da partida;
  • Resultado obtido;
  • Diferença de pontuação entre as equipes.

Dessa forma, vitórias sobre seleções fortes em jogos oficiais valem muito mais do que triunfos em amistosos contra adversários de menor expressão.

O objetivo é tornar o ranking mais fiel ao desempenho real das equipes ao longo do tempo.

Favorita, mas pressionada

A liderança mundial confirma que a Argentina chega entre as principais candidatas ao título da Copa do Mundo de 2026.

Ao mesmo tempo, o primeiro lugar traz uma pressão extra. Os argentinos terão de lidar com o peso da condição de campeões, a expectativa de milhões de torcedores e uma estatística que insiste em desafiar os favoritos.

Se conseguir superar todos esses obstáculos, a equipe de Lionel Messi poderá não apenas defender o título conquistado no Catar, mas também derrubar um dos tabus mais curiosos da história recente do futebol mundial.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar