Vasco Humilhado? Neymar Provoca, Jogador Tieta e Torcida Exige Respeito à Camisa
Vasco perde para o Santos em noite de polêmica: PH é criticado por tietar Neymar após derrota e provocações. A
Fonte: Canal do Petrosa
Para quem respira o cotidiano da Colina Histórica, o tempo deixou de ser linear para se tornar um círculo vicioso de frustrações. A derrota por 2 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro, não foi apenas um tropeço estatístico; foi a reiteração de um roteiro exaustivamente conhecido, uma espécie de “Dia da Marmota” em preto e branco. O torcedor cruz-maltino saiu de campo com aquela exaustão emocional de quem já viu esse filme: o time cria, desperdiça chances claras e entrega o resultado em erros infantis. É um cenário de “déjà vu” que corrói a alma de uma torcida que não aguenta mais ver o Gigante da Colina ser tratado como um adversário protocolar, um “saco de pancadas” que aceita a derrota com uma passividade assustadora.
A “Falta de Senso” e o Peso da Camisa

O episódio mais ultrajante da noite não foi tático, mas moral. Paulo Henrique (PH), que já vinha de uma atuação técnica sofrível, protagonizou o símbolo maior da atual crise de identidade do elenco. Após cometer um erro defensivo “bisonho” — uma casquinha de cabeça que entregou a bola de presente para Neymar marcar —, o lateral teve a audácia de, ao apito final, tietar o algoz. Neymar passou o jogo provocando, desrespeitando o Vasco e chegou a mandar a torcida vascaína se calar (“calar a boca”). Ver um jogador do clube pedir a camisa de quem acabou de insultar o seu torcedor é o ápice da falta de indignação esportiva.
“O mínimo que eu vou falar do PH hoje do que ele fez depois da partida é falta de senso. O Neymar mandou a torcida do Vasco calar a boca, o escudo que ele defende… e no final do jogo tinha um jogador do Vasco pedindo a camisa dele. Tem que ter postura. Jogador do Vasco tem que sair indignado, puto da vida direto para o vestiário.” — Pedrosa
Falta senso de pertencimento. Enquanto PH buscava um souvenir, o torcedor buscava dignidade. A postura de “fã” em campo é incompatível com a urgência de quem ocupa a lanterna do campeonato.
“Inimigos do Gol”: Quando a Estatística não Entra em Campo
Os números do jogo são um soco no estômago: 16 finalizações contra 8 do Santos, e um XG (Gols Esperados) de 1.41. O Vasco produz, mas o ataque se comporta como “inimigo do gol”. No entanto, há um contexto vital para essa seca: o Vasco hoje vive um vácuo de talento. Perdemos Rayan e Veram, que juntos somavam 27 gols (quase 50% da nossa produção ofensiva), além da ausência técnica de Coutinho.
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Os novos reforços, como Spinelli e Brenner, estão sendo obrigados a “trocar o pneu com o carro andando”. Sem entrosamento e sofrendo com a adaptação, eles falham em decisões simples. Somado a isso, herdamos a “sequela” do trabalho de Fernando Diniz: um time que tem o DNA da pressão alta, mas que defensivamente é uma bagunça completa. Sem organização na recomposição, o Vasco defende como um “time de pelada”, permitindo que um Santos limitado vença sem fazer um esforço hercúleo.
A Ascensão de um Novo Capitão: Thiago Mendes
Em meio ao deserto de brio, Thiago Mendes emergiu como a única notícia capaz de renovar as esperanças. Enquanto outros pareciam hipnotizados pela presença de Neymar, Mendes, acompanhado apenas por Barros e Saldívia, foi o único a não “baixar a cabeça”. Ele assumiu o papel de líder nato que o Vasco tanto carece, contrastando com a liderança silenciosa e pouco comunicativa de Léo Jardim.
- Liderança Vocal: Cobrou o árbitro incessantemente e não aceitou as provocações adversárias.
- Postura de Capitão: Foi o único a confrontar Neymar quando este desrespeitou a arquibancada vascaína.
- Indignação Esportiva: Demonstrou que a faixa de capitão deve estar no braço de quem sente a derrota na pele, e não apenas de quem tem tempo de casa.
- Visão de Jogo: Além da postura, foi o pilar técnico com lançamentos profundos que expuseram a frágil zaga santista.
O Plano “Artur Jorge” e a Busca pelo Equilíbrio
A diretoria já compreendeu que investir em técnicos “meia-boca” é queimar dinheiro. O Plano A é Artur Jorge. O perfil buscado é o de um treinador propositivo, mas com “casca” para organizar o sistema defensivo e equilibrar o vestiário. O Vasco está disposto a pagar um salário de elite (entre R1,5milha~oeR 2 milhões).
A negociação é um jogo de paciência. Artur Jorge está sob forte pressão no Al-Rayyan após a derrota para o Al-Gharafa. O Vasco aguarda uma possível demissão ou rescisão amigável para avançar. Em detrimento de soluções imediatistas como Renato Gaúcho, a aposta em Artur Jorge simboliza a busca por um projeto de longo prazo que entenda o futebol moderno, unindo posse de bola com efetividade defensiva.
A Luz de 2 Bilhões no Fim do Túnel: A Nova SAF
Se o campo é sombrio, os bastidores políticos trazem números que podem mudar o patamar do clube. A negociação com a família Lamacchia (Marcos Varela Lamacchia) está avançada. O plano é ambicioso: R$ 2 bilhões de investimento em 5 anos.
A engenharia jurídica atual foca na recuperação dos 31% das ações que pertenciam à A-CAP/777. O Vasco planeja desembolsar entre R60eR 90 milhões para recomprar essa fatia e, então, repassá-la ao novo investidor. É um processo burocrático que envolve recuperação judicial e leilão obrigatório, mas a meta é consolidar essa nova estrutura profissional para a temporada de 2026. É a chance de sair da austeridade para a competitividade real.
O Vasco precisa de Alma, não apenas de Salário em Dia
Estrutura funcional, voos fretados e salários depositados rigorosamente no dia 20 são obrigações, não méritos. O atual elenco parece acomodado em uma zona de conforto perigosa, onde a derrota é tratada com naturalidade e a troca de camisas com o adversário é prioridade sobre a dor do resultado.
A diretoria, com Pedrinho e Felipe, precisa elevar o tom. Felipe, um dos maiores vencedores da nossa história, precisa transmitir a esses jogadores o que significa a identidade cruz-maltina. Não podemos ser a chacota do Rio.
Para o clássico contra o Fluminense, fica a pergunta ao torcedor: o que vale mais? Um elenco de nomes caros que saem sorrindo após perderem, ou um time tecnicamente limitado, mas que joga com a alma e respeita o peso desse escudo? O Vasco não precisa de funcionários; o Vasco precisa de jogadores indignados.

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