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VASCO 0 X 1 BAHIA : 4 Lições Amargas da Crise no Vasco

O Vasco teve um alto volume ofensivo liderado por Andrés Gómez, mas pecou pela ineficiência nas finalizações e por uma falha defensiva determinante no gol de Luciano Juba.




O Vasco joga mais… e vence menos

O torcedor que saiu de São Januário na última rodada do Brasileirão 2026 teve a sensação incômoda de já ter vivido aquele roteiro. O Vasco domina a posse de bola, passa mais tempo no campo ofensivo e finaliza mais — mas não transforma volume em resultado.

A derrota por 1 a 0 para o Bahia escancarou um problema recorrente do time de Fernando Diniz: produção estatística sem eficácia prática.

No papel, os números seduzem.
Na tabela, o Vasco é 18º colocado.


1. O Paradoxo de São Januário: Posse de Bola Não Ganha Jogo

O modelo de jogo do chamado “Dinizismo” continua gerando presença ofensiva e circulação intensa de bola. Contra o Bahia, o Vasco novamente:

  • Controlou o ritmo da partida
  • Criou mais situações de ataque
  • Empurrou o adversário para trás

Mas faltou o único dado que realmente altera o campeonato: o gol.

No futebol de elite, estatística sem contundência vira ilusão competitiva.


2. O Dinizismo em Xeque: Muito Volume, Pouca Agressividade

O exemplo mais claro da ineficiência apareceu nas escolhas táticas.

Andrés Gómez criou ao menos três boas oportunidades, mas o Vasco transformou construção em previsibilidade. A defesa baiana, organizada, neutralizou finalizações sem grandes sustos.

A contradição ficou evidente nas substituições:

  • Entrou Claudio Spinelli, referência aérea
  • Saiu Lucas Piton, principal cruzador do elenco

Sem seu melhor garçom, o Vasco passou a cruzar mal — e ainda buscava Brenner, atacante que não tem o jogo aéreo como característica.

O próprio Fernando Diniz reconheceu o momento:

“Com o volume que a gente cria, é questão de tempo para a bola entrar.”

O problema é que, no Brasileirão, tempo é exatamente o que times em crise não têm.


3. A Falta de um Decisor: O Buraco Deixado por Rayan

A saída de Rayan para o Bournemouth revelou algo que o elenco atual ainda não conseguiu repor: um finalizador capaz de decidir com poucas chances.

Sem essa peça, o Vasco tenta repetir fórmulas do passado:

  • Apostou na estreia de Spinelli
  • Buscou reeditar o impacto de Cano e Vegetti
  • Mas não houve resposta imediata

Do outro lado, o Bahia de Rogério Ceni mostrou o oposto: eficiência máxima.

O Tricolor chegou a:

  • 10 jogos de invencibilidade
  • 7 pontos no Brasileirão
  • Vice-liderança da competição

Enquanto o Vasco precisa de dez chances, o adversário precisa de uma.


4. Arquibancada Reage: A Pressão Já Começou

A paciência do torcedor acabou antes do que o projeto previa.

São Januário ouviu:

  • “Time sem vergonha”
  • Vaias a Philippe Coutinho
  • Gritos de “burro” para Fernando Diniz

O episódio mais simbólico foi a saída de Coutinho aos 38 minutos do segundo tempo, vaiado. A desconexão emocional entre time e arquibancada já é visível.

Em campeonato de pontos corridos, crise técnica rapidamente vira crise psicológica.


5. O Gol Sofrido Resume o Problema do Vasco

A derrota nasceu de um erro básico de organização defensiva.

No escanteio cobrado por Everton Ribeiro:

  • Toda a defesa vascaína afundou dentro da pequena área
  • A entrada da área ficou completamente livre
  • Luciano Juba finalizou sem marcação

Um erro primário que anulou qualquer superioridade estatística.

O Vasco mostra um contraste perigoso:

👉 Precisa de muitas jogadas para não marcar.
👉 Precisa de apenas um erro para sofrer.


Conclusão: O Vasco Precisa Transformar Ideia em Resultado — Agora

Com 1 ponto em 9 disputados, o Vasco entra na zona de rebaixamento já na terceira rodada do Brasileirão 2026.

O próximo confronto, contra o Volta Redonda pela Taça Guanabara, deixou de ser protocolar. Passou a ser um divisor:

  • Pode devolver confiança
  • Ou acelerar a pressão sobre Fernando Diniz

O dilema está posto:

até quando o discurso de desempenho sustentará um time que não vence?

No futebol brasileiro, projeto sem resultado vira crise.
E o Vasco já começou a sentir isso.

98 FM RIo Futebol
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Crise no Vasco: Entenda em Linguagem Simples o Que Está Acontecendo

O Vasco terminou a 3ª rodada do Brasileirão 2026 em uma situação preocupante. A derrota por 1 a 0 para o Bahia, dentro de São Januário, não foi apenas mais um resultado ruim — ela mostrou um problema que vem se repetindo.

O time até joga mais com a bola, ataca bastante e passa boa parte do jogo no campo adversário. Mas tudo isso não está virando gols nem vitórias.
Com apenas 1 ponto em 9 possíveis, o Vasco caiu para a 18ª posição, dentro da zona de rebaixamento.

O que se vê em campo é sempre o mesmo filme: o Vasco domina, cria expectativa, mas falha na hora decisiva. E, quando erra, acaba sendo castigado.


Muito Volume, Pouca Eficiência

O modelo do técnico Fernando Diniz depende de:

  • posse de bola alta
  • pressão no ataque
  • construção paciente das jogadas

O problema é que isso só funciona quando alguém resolve lá na frente.

No ano passado, esse jogador era Rayan, que fazia gols mesmo com poucas chances. Sem ele, o Vasco perdeu o poder de decisão. Hoje, o time cria, mas não assusta tanto.

Contra o Bahia, por exemplo:

  • Andrés Gómez conseguiu boas jogadas individuais
  • O Vasco chegou várias vezes à área
  • Mas quase todas as finalizações foram fáceis para o goleiro adversário

Ou seja, parece perigoso, mas não é.


Ataque Sem Força e Cruzamentos Sem Sentido

O time passou a apostar em cruzamentos na área, principalmente após a entrada de Claudio Spinelli. Só que houve um erro claro:

➡ Saiu Lucas Piton, o melhor jogador para cruzar.
➡ Entrou um centroavante que precisa justamente desse tipo de bola.

Resultado: muitas bolas levantadas… sem qualidade nenhuma.

Brenner, outro atacante usado, também não tem força física para disputar pelo alto. O Vasco cruzou muito, mas cruzou mal — e para jogadores que não tinham essa característica.


Defesa Também Está Errando no Básico

Se o ataque não resolve, a defesa precisa segurar. Mas nem isso está acontecendo.

O gol do Bahia nasceu de um erro simples:

  • Todos os jogadores do Vasco recuaram demais no escanteio
  • Ninguém ficou na entrada da área
  • Luciano Juba apareceu livre para finalizar

Foi um erro de posicionamento, daqueles que não podem acontecer em time que luta para sair da crise.


Mudanças Durante o Jogo Confundiram o Time

As substituições feitas por Diniz também aumentaram a desorganização:

  • Jogadores mudaram de posição improvisadamente
  • O time perdeu qualidade pelos lados
  • O ataque ficou isolado
  • A equipe pareceu ansiosa, sem clareza do que fazer

Nem Philippe Coutinho escapou das críticas. O capitão foi substituído sob vaias, mostrando que a relação entre time e torcida começa a ficar desgastada.


O Problema Não É Só Tático — É de Confiança

Quando o time cria muito e não marca, a confiança desaparece.
Os jogadores começam a forçar jogadas.
A torcida perde a paciência.
O adversário passa a acreditar que uma chance vai aparecer.

E normalmente aparece.


O Vasco Chegou a um Momento Decisivo

O próximo jogo, contra o Volta Redonda pela Taça Guanabara, ganhou um peso enorme.
Não é só uma partida de mata-mata — é um teste para saber se o time consegue reagir.

Hoje, o Vasco precisa de três mudanças urgentes:

✔ Finalizar melhor, com mais objetividade e menos ansiedade.
✔ Corrigir erros defensivos em bolas paradas.
✔ Fazer substituições que realmente encaixem no estilo de jogo.


Resumo Direto

O Vasco não está jogando mal o tempo todo.
Mas está jogando de um jeito que não resolve jogos.

No futebol brasileiro, isso cobra um preço rápido.
Se os ajustes não vierem agora, a discussão deixa de ser desempenho… e passa a ser sobrevivência na temporada.


Se quiser, adapto esse complemento para versão ainda mais curta (tipo box lateral do site) ou para fechamento editorial.


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