Por que carioca não consegue almoçar sem feijão?

O feijão, um dos principais ingredientes da culinária carioca, vai muito além de seu valor nutricional; é, de fato, um elemento intrínseco à identidade cultural e emocional dos cariocas. I

PAPO CARIOCA

SERGIO DUARTE - RADIALISTA CARIOCA

8/29/20253 min ler

prato de feijoada
prato de feijoada

Carioca não consegue almoçar sem feijão

Pode ser segunda, pode ser domingo, pode estar 40 graus ou chovendo canivete - o carioca olha pro prato e se não tiver feijão, aquilo não é almoço, é lanche. É quase uma lei não escrita da cidade maravilhosa: arroz, feijão e farofa são a santíssima trindade do prato carioca. Mas de onde vem essa paixão incondicional pelo grãozinho preto?

O ritual sagrado do "pratão"

Todo carioca que se preze tem sua sequência infalível na hora de montar o prato. Primeiro, o arroz - aquela base branca que vai ocupar metade do espaço. Depois vem o feijão, generoso, cremoso, daqueles que a vó fazia no fogão de lenha. A farofa? Ah, essa é a cereja do bolo - ou melhor, a farinha do feijão.

Não importa se é no restaurante chique de Ipanema ou no PF da esquina em Madureira. O carioca chega, senta e já sabe: "Tio, um prato feito aí, capricha no feijão!" É automático, é instintivo, é quase genético.

A herança que passou de geração em geração

O feijão carioca não é só comida, é cultura. Vem lá dos tempos da vovó portuguesa, da bisavó africana, do tataravô que chegou aqui sem nada e descobriu que arroz e feijão matava a fome e ainda sobrava troco.

Cada família tem seu segredo: uns colocam louro, outros capricham na cebola, tem quem jure que o segredo está na panela de pressão velha que nunca pode ser trocada. E tem sempre aquela tia que fala: "Ah, meu feijão ninguém faz igual!" - e geralmente ela está certa mesmo.

A trilha sonora do almoço carioca

Sabe o que combina com aquele pratão fumegante? A programação da 98 FM Rio tocando ali de fundo, misturando samba com pop, pagode com rock nacional. É aquela música que conversa com a alma carioca enquanto o garfo vai levando o feijãozinho temperadinho.

É por isso que a galera sintoniza em www.98fmrio.com na hora do almoço - porque música boa é igual feijão bem feito: aquece o coração e deixa tudo com mais sabor. A 98 entende que o carioca não quer só música, quer companhia.

O drama de quem esquece o feijão

Já aconteceu de você ir almoçar e descobrir que não tem feijão? O carioca entra em pânico. "Como assim não tem feijão?!" É o mesmo sentimento de chegar na praia e descobrir que esqueceu o mate gelado.

Tem gente que desiste do almoço, tem quem improvise com lentilha (mas reclamando o tempo todo), e tem os corajosos que comem só arroz mesmo, mas passam o dia inteiro falando que "não almoçaram direito". Porque no coração carioca, sem feijão não é refeição completa - é só uma parada para enganar a fome.

O feijão que une todos os bairros

Do Leblon à Pavuna, de Copacabana ao Méier, tem uma coisa que une todos os cariocas: a paixão pelo feijão bem temperadinho. É o ponto em comum entre o executivo de terno e o surfista descalço, entre a dona de casa de Realengo e a empresária da Barra.

O feijão carioca é democrático, é afetivo, é casa. É aquele gostinho de infância que te leva de volta pra mesa da família, mesmo quando você está comendo sozinho num restaurante qualquer do centro da cidade. É o que faz qualquer carioca se sentir em casa, não importa onde esteja.

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