PALMEIRAS 3 X 1 SÃO PAULO

A vitória do Palmeiras sobre o São Paulo por 3 a 1 em um clássico disputado pelo Campeonato Paulista de 2026.

Choque-Rei Inverte a Crise: O que a Vitória do Palmeiras Realmente Revelou sobre os Rivais

Em um “Choque-Rei” de alta tensão, o Palmeiras recebeu o São Paulo vindo da maior derrota sofrida na era Abel Ferreira, um cenário que prometia um clássico explosivo. E ele entregou. Para os desatentos, a vitória alviverde por 3 a 1 pode parecer apenas mais um capítulo na rivalidade, mas o resultado foi apenas a superfície de uma história muito mais profunda.

Analisamos ponto a ponto como este clássico foi um terremoto que transferiu a crise de um lado do muro para o outro, consolidou um herói improvável e expôs a brutal exigência do futebol de elite.

A Crise Simplesmente Trocou de Endereço

A semana no Palmeiras começou sob uma pesada ameaça de crise na Academia de Futebol. A vitória no clássico, no entanto, funcionou como um poderoso antídoto, afastando os problemas e trazendo um alívio imediato para o clube. Em um movimento quase sísmico, a instabilidade cruzou o muro e se instalou no Morumbi. O São Paulo, com a derrota, entra de vez em crise.

O resultado negativo, somado aos recentes escândalos políticos no clube, eleva a pressão sobre o elenco tricolor a um nível crítico. A situação se reflete diretamente na tabela do Campeonato Paulista: o time ocupa um perigoso 14º lugar e, por um triz, não entrou na zona de rebaixamento por ter uma vitória a mais que o Noroeste.

A Presidente Foi Clara: “Fiquem Calmos e Confiem”

Essa vitória, que funcionou como um antídoto para a crise iminente no Palmeiras, foi o palco perfeito para a liderança do clube reafirmar seu controle. Aproveitando o momento de euforia e alívio, a presidente Leila Pereira foi a público para transformar o resultado em uma mensagem de estabilidade. Em um recado direto à torcida, ela pediu calma e reafirmou a confiança no trabalho que está sendo feito, mesmo diante de determinados tropeços que acontecem.

A fala da presidente, divulgada em suas redes sociais, buscou blindar o ambiente e fortalecer a relação entre diretoria e torcedores.

“Confiem na presidente, no departamento de futebol, somos um clube sério e sabemos onde queremos chegar. Fiquem calmos, não se abalem com determinados tropeços que acontecem. Confiem no nosso trabalho. A presidente pensa 24h no que é o melhor para o Palmeiras ser protagonista e vitorioso. Então, por isso, peço para vocês: fiquem calmos e confiem na presidente.”

Essa mensagem foi um movimento estratégico para pacificar o clube após uma semana turbulenta, usando a força de uma vitória no clássico para reafirmar o controle e a direção do projeto.

O Protagonista Absoluto Teve Nome e Sobrenome

E a confiança que a presidente pediu à torcida foi personificada em campo por um protagonista absoluto: Flaco López. O atacante argentino foi a figura central e indiscutível da vitória palmeirense, com participação direta nos três gols da equipe.

Sua performance foi completa: além de marcar o segundo gol do Palmeiras, ele deu as duas assistências para os gols de seus companheiros, Maurício e Khellven. O seu gol, em particular, foi o ponto alto da noite: o atacante finalizou de cavadinha para recolocar o Verdão em vantagem, em uma linda finalização que demonstrou técnica e frieza.

A Falha que Ninguém Esqueceu, Mesmo na Vitória

Mas nem mesmo uma vitória categórica, com um herói definido e uma mensagem pacificadora da presidência, foi suficiente para blindar o elenco da cobrança. O termômetro dessa exigência teve um nome: Carlos Miguel. O nome do goleiro do Palmeiras foi um dos mais comentados nas redes sociais, e não apenas por boas defesas. O motivo foi o gol de empate do São Paulo, marcado por Damian Bobadilla.

Para muitos torcedores, o chute do meia paraguaio era defensável, e Carlos Miguel falhou. Este fato ilustra o altíssimo nível de exigência em um clube de ponta, onde uma falha individual não passa despercebida nem mesmo em meio a uma grande vitória. Apesar da crítica pontual no lance, a passagem do goleiro pelo clube é considerada muito positiva pela maioria.

Um Jogo que Pode Definir a Temporada

No fim, o Choque-Rei foi um microcosmo das trajetórias dos rivais: de um lado, a resiliência de um projeto que, mesmo sob pressão, encontra heróis e se apoia em uma liderança forte; do outro, um gigante que vê uma crise esportiva ser potencializada por instabilidade política. As consequências deste clássico podem ecoar por muito tempo.

Será este o ponto de virada que define os destinos opostos de Palmeiras e São Paulo na temporada de 2026?

98 FM RIo Futebol
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Palmeiras Domina o Clássico, Vence por 3 a 1 e Aprofunda a Crise do São Paulo

O clássico conhecido como “Choque-Rei” chegou em um momento de altíssima voltagem. De um lado, o Palmeiras, ferido por sua pior derrota na era Abel Ferreira — um impiedoso 4 a 0 para o Novorizontino — buscava uma vitória para estancar a sangria e silenciar o fantasma da crise. Do outro, o São Paulo, já imerso em um momento turbulento, olhava com pavor para a proximidade da zona de rebaixamento no Campeonato Paulista. O campo de batalha estava armado não para um simples jogo, mas para um confronto contra a própria desconfiança.

A seguir, os detalhes essenciais da partida:

  • Placar Final: Palmeiras 3 x 1 São Paulo
  • Competição: Campeonato Paulista (5ª rodada)
  • Local: Arena Barueri
  • Data: 24 de janeiro de 2026

Síntese dos Gols

Autor do Gol (Time)Etapa do Jogo
Mauricio (Palmeiras)1º Tempo
Damian Bobadilla (São Paulo)1º Tempo
Flaco López (Palmeiras)1º Tempo
Khellven (Palmeiras)2º Tempo

E na Arena Barueri, o apito inicial não deu início a um jogo, mas a um veredito: para um time, a chance de redenção; para o outro, o risco do abismo.

A Crônica da Partida: Gol a Gol

Um Começo de Jogo Eletrizante (1º Tempo)

O Choque-Rei não pediu licença; arrombou a porta com gols e emoção. Logo aos 7 minutos, o Palmeiras deu sua primeira demonstração de força. Pressionando a defesa rival, a equipe recuperou a bola e encontrou Mauricio com espaço. Ele não hesitou: bateu rasteiro, no canto, um chute preciso que foi morrer no fundo das redes do goleiro Rafael. Era a resposta que a torcida alviverde precisava.

Mas a alegria durou pouco. O São Paulo, acuado, mostrou que ainda tinha pulso. Aos 12 minutos, em uma cobrança de escanteio de Enzo Díaz, o zagueiro Arboleda desviou de cabeça na primeira trave. Sozinho na pequena área, o paraguaio Damian Bobadilla finalizou de primeira, e a bola passou por baixo do goleiro Carlos Miguel, decretando o empate. O lance dividiu opiniões, mas serviu como um sopro de esperança para o time tricolor.

A Genialidade de Flaco López Coloca o Palmeiras na Frente (1º Tempo)

O gol de empate incendiou o São Paulo, que viveu seu melhor momento na partida. O time de Crespo tomou o controle, pressionou e teve a virada nos pés. O atacante Tapia, por duas vezes, teve a chance de ouro para colocar o Tricolor em vantagem, mas desperdiçou ambas. Foi o momento em que o São Paulo deixou sua oportunidade escapar entre os dedos. E contra um gigante como o Palmeiras, um erro desses costuma ser fatal.

Como dita a lei mais antiga do futebol, “quem não faz, toma”. Aos 30 minutos, o castigo veio com requintes de crueldade e beleza. Em uma jogada trabalhada que começou com a recuperação de bola na lateral, Andreas Pereira viu o corredor e serviu Flaco López. O argentino, com a frieza dos predestinados, percebeu a saída de Rafael e, com um toque sutil, “de cavadinha”, encobriu o goleiro. Um golaço que não era apenas um gol, mas uma punição pela ineficiência do rival.

O Golpe Final e o Controle Alviverde (2º Tempo)

Se o primeiro tempo foi uma batalha de nervos, o segundo começou com o golpe de misericórdia. Logo aos 5 minutos, o Palmeiras selou seu destino. A jogada começou com o lateral Khellven, que avançou pelo campo. A bola girou até Piquerez, que levantou na área. Flaco López, o homem da noite, subiu mais alto que a zaga e desviou de cabeça, servindo como um garçom para o mesmo Khellven, que apareceu como elemento surpresa para empurrar para o gol. Era seu primeiro gol pelo clube, o terceiro do Verdão no jogo.

Com 3 a 1 no placar, a partida mudou de tom. O Palmeiras ditou o compasso do jogo com a autoridade de quem sabia ter quebrado o espírito do rival. Com a posse de bola e a tranquilidade a seu favor, a equipe de Abel Ferreira controlou o relógio. A noite ainda reservou um momento de festa para a torcida, que ovacionou a entrada de Vitor Roque. Em poucos minutos, ele quase marcou uma pintura, em um chute que passou rente à trave e arrancou um suspiro da arquibancada.

O placar final foi construído por jogadas decisivas e, acima de tudo, pela performance de um jogador em especial.

Os Protagonistas e as Consequências

3.1. A Estrela da Noite: Flaco López

O atacante argentino foi o maestro da orquestra alviverde. Em uma noite de gala, ele combinou inteligência tática com uma precisão cirúrgica para desmontar a defesa são-paulina e garantir a vitória.

  • Marcou o segundo gol: Um golaço de pura classe que desempatou o jogo no momento em que o São Paulo era superior e sonhava com a virada.
  • Deu a assistência para o terceiro gol: Sua cabeçada precisa foi um passe perfeito que deixou Khellven livre para dar o golpe final na partida.
  • Conclusão: Com participação direta em dois dos três gols, Flaco López não foi apenas o nome do jogo; ele foi o arquiteto do triunfo que trouxe paz ao Palmeiras.

3.2. Mundos Opostos: Alívio Verde Contra Crise Tricolor

O resultado do clássico funcionou como um espelho, refletindo realidades brutalmente opostas para os dois rivais.

  • Para o Palmeiras: A vitória foi um bálsamo. O triunfo categórico no clássico não só espantou a crise que se avizinhava após a goleada sofrida, como também catapultou o time à liderança provisória do campeonato. A presidente Leila Pereira traduziu o sentimento: “Confiem na presidente, no departamento de futebol, somos um clube sério e sabemos onde queremos chegar. Fiquem calmos.”
  • Para o São Paulo: A derrota foi um soco no estômago. O revés para o arquirrival aprofundou uma crise que já era grave, deixando o time em uma situação delicadíssima na tabela e aumentando a pressão sobre todos no clube.

Assim, o resultado do clássico reescreveu o momento de ambos os rivais no campeonato.

O Veredito do Clássico

Quando o apito final soou na Arena Barueri, o placar de 3 a 1 era mais do que um resultado; era um veredito. Ele deixou três certezas cravadas na história do campeonato. Primeiro, o Palmeiras provou ter a resiliência dos campeões, transformando a dor de uma humilhação em combustível para uma vitória incontestável. Segundo, Flaco López se consolidou como o protagonista da noite, um jogador capaz de decidir um clássico com talento e frieza. E terceiro, o Choque-Rei serviu como um divisor de águas: de um lado, a calmaria retorna ao Palmeiras; do outro, a tempestade se intensifica sobre o São Paulo.

Olhando para o Futuro

O próximo desafio das equipes marca a estreia no Campeonato Brasileiro. O Palmeiras viaja para enfrentar o Atlético-MG, enquanto o São Paulo recebe o Flamengo, em mais um teste de fogo em sua luta para encontrar um rumo.


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