O “Carrasco” Foi Domado: INTERNACIONAL 1 X 3 PALMEIRAS
Andreas Pereira, Gustavo Gómez e Vitor Roque marcaram para o time visitante, o Colorado sofreu com a baixa performance defensiva de Gabriel Mercado e a falta de eficiência ofensiva.
O roteiro era conhecido há décadas. Jogar no Beira-Rio significava, quase sempre, enfrentar um bloqueio histórico difícil de romper. O Internacional construiu ali um retrospecto amplamente favorável, transformando o estádio em território desconfortável para o Palmeiras.
Mas o 3 a 1 desta quinta-feira mudou a lógica. Não foi apenas uma vitória. Foi uma atuação de controle emocional, precisão nas decisões e maturidade competitiva — marcas claras do trabalho de Abel Ferreira.
O Palmeiras não tentou dominar o jogo o tempo todo. Preferiu algo mais valioso: dominar os momentos.
1. Eficiência Acima do Volume
O Inter finalizou mais (19 a 11). Teve presença ofensiva, empurrou o Palmeiras para trás em alguns períodos e tentou acelerar o jogo com intensidade.
Mas quem decidiu foi quem converteu.
O Palmeiras transformou chances pontuais em gols. Foi cirúrgico. Um time que entendeu que, no Brasileirão, não vence quem chuta mais — vence quem erra menos.
Essa mudança responde diretamente ao problema de 2025: posse sem consequência.
2. Andreas Pereira, o Termômetro Técnico e Mental
O protagonista da noite foi Andreas Pereira.
Participou diretamente dos lances decisivos:
- Assistência precisa no gol de Gustavo Gómez.
- Presença constante entrelinhas.
- Gol que matou o jogo.
Mais do que números, Andreas simboliza um Palmeiras emocionalmente mais estável — um time menos ansioso, mais confortável em ambientes hostis.
3. Um Palmeiras Que Sabe Sofrer
Houve momento de pressão colorada. O empate saiu, o Beira-Rio inflamou, e esse era o cenário que historicamente desmontava o Palmeiras.
Desta vez, não.
O time manteve o bloco médio, controlou espaços e não perdeu a estrutura. É um Palmeiras menos reativo e mais maduro — sabe quando acelerar e quando apenas sobreviver.
4. Juventude e Intensidade Como Arma
O segundo gol resume bem a nova dinâmica física do time.
Arrancada, imposição corporal e agressividade ofensiva mostraram um Palmeiras mais vertical, capaz de transformar transições em vantagem real. Não depende mais de longos períodos de construção.
Hoje, o time ataca melhor quando acelera do que quando elabora.
5. A Repetição Que Gera Consistência
Pela terceira partida seguida, Abel manteve a base titular.
Resultado:
- Mais entrosamento.
- Menos oscilações.
- Tomada de decisão mais rápida.
O Palmeiras de 2026 começa a se desenhar como um time que entende sua identidade — algo que faltou em vários momentos da temporada passada.
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O Que Essa Vitória Diz Sobre o Brasileirão
Ganhar do Internacional no Beira-Rio nunca foi só mais três pontos. Sempre teve peso simbólico.
E desta vez, o peso foi acompanhado de uma mensagem clara:
O Palmeiras não precisa mais ser dominante para ser favorito. Precisa ser eficiente.
Ainda existe um ponto de atenção — a equipe permite volume ao adversário. Em uma competição longa, isso pode cobrar preço. Mas, neste momento, o modelo funciona porque a execução está no limite da precisão.
Se mantiver esse nível de maturidade, o Palmeiras não será o time mais vistoso do campeonato.
Será o mais difícil de derrotar.

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