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Clássico dá ruim: MP exige suspensão de Jovem Fla e Força Jovem

Após confronto que resultou na morte de um torcedor e deixou outro cego de um olho, o Ministério Público do Rio de Janeiro recomendou a suspensão imediata e por tempo indeterminado das torcidas organizadas de Flamengo e Vasco.


Confronto entre torcidas organizadas no dia 3 deixou um torcedor vascaíno morto e outro sem a visão do olho direito; Ministério Público do Rio exige punição imediata e medidas estruturais

19 de maio de 2026Atualizado às 14h32Rio de Janeiro (RJ)

Em resumo: O Ministério Público do Rio de Janeiro emitiu recomendação formal pedindo a suspensão imediata das atividades das torcidas organizadas Jovem Fla (Flamengo) e Força Jovem (Vasco) após briga generalizada registrada antes e após jogo no Maracanã. O confronto resultou em um torcedor vascaíno morto e outro com perda permanente da visão do olho direito.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro enviou ao Tribunal de Justiça, ao Governo do Estado e às agremiações envolvidas uma recomendação oficial pedindo a suspensão imediata das atividades das torcidas organizadas Jovem Fla, do Flamengo, e Força Jovem, do Vasco da Gama. A medida é consequência direta da briga generalizada ocorrida no dia 3 de maio, nos arredores e nas proximidades do estádio do Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo o MP, há indícios robustos de participação de integrantes das duas torcidas nos conflitos, que foram registrados por câmeras de segurança e testemunhos colhidos pela Polícia Civil. O órgão ministerial apontou falha grave no planejamento de segurança do evento e cobrou explicações da Secretaria de Segurança Pública estadual e da empresa organizadora.

“A violência no futebol não pode ser tratada como fato corriqueiro. As torcidas envolvidas devem responder com rigor máximo previsto em lei.”— Nota do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

As vítimas

Vítima fatal

Torcedor vascaíno

Homem morreu em decorrência de ferimentos graves sofridos durante a briga. Identidade não foi divulgada pelas autoridades até o fechamento desta edição.

Lesão permanente

Segundo torcedor vascaíno

Perdeu a visão do olho direito após ser atingido durante a confusão. Testemunhos apontam uso de objetos como arma pelos agressores.

As vítimas foram socorridas por equipes do SAMU e encaminhadas a hospitais da região. O caso gerou comoção nas redes sociais e reações de entidades esportivas, ligas de futebol e autoridades públicas. O governador do Estado do Rio de Janeiro manifestou pesar pela morte e determinou prioridade nas investigações.

Cronologia dos eventos

Antes do jogo

Grupos de torcedores das duas organizadas se encontram nos arredores do Maracanã. Primeiros registros de desentendimentos são feitos pela PM.

Durante a partida

Tensão permanece nas imediações do estádio. Policiais militares reforçam pontos de acesso e realizam contenção preventiva.

Após o apito final

Confronto de grandes proporções se inicia. Torcedores utilizam objetos como armas. Um vascaíno é morto e outro perde a visão do olho direito.

Dias seguintes

Polícia Civil abre inquérito, PM identifica suspeitos pelas câmeras. MP inicia análise do caso e emite recomendação formal de suspensão das organizadas.

O que pede o MP

A recomendação do Ministério Público não tem força vinculante imediata, mas sinaliza a intenção do órgão de recorrer ao Poder Judiciário caso as medidas não sejam adotadas voluntariamente pelos clubes e pelos órgãos competentes. Entre os pontos exigidos estão:

Medidas recomendadas pelo MP

Suspensão das torcidasImediata e por prazo indeterminado

Cancelamento de benefíciosSem acesso a camarotes, viagens e recursos dos clubes

Identificação dos envolvidosCooperação com Polícia Civil e câmeras de segurança

Revisão do plano de segurançaPara jogos de alto risco no Maracanã

Responsabilização civilClubes podem ser chamados a responder solidariamente

Reação dos clubes

Flamengo e Vasco da Gama emitiram notas de repúdio às agressões logo após a repercussão do episódio. O Flamengo afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e colaborará com as autoridades. O Vasco expressou solidariedade às famílias das vítimas e convocou reunião extraordinária de sua comissão de relações com torcedores. Ambos os clubes, porém, ainda não se manifestaram formalmente sobre a recomendação do MP de suspender as organizadas.

Especialistas em direito desportivo ouvidos pela reportagem apontam que a pressão do Ministério Público tende a acelerar a adoção de medidas pelos clubes, diante do risco de responsabilização civil e da repercussão negativa. O Estatuto de Defesa do Torcedor prevê punições severas para entidades esportivas que não adotem providências diante de violência associada às suas torcidas.

Jovem Fla e Força Jovem figuram entre as maiores torcidas organizadas do Brasil em número de associados. Ambas têm histórico de envolvimento em episódios de violência em décadas anteriores, mas vinham cumprindo acordos de distensão negociados com o MP e os clubes nos últimos anos. O confronto do dia 3 representa a ruptura mais grave desse período de relativa paz entre as organizadas dos dois clubes cariocas.

O episódio reacende o debate sobre a eficácia dos modelos de segurança adotados nos estádios brasileiros e sobre a responsabilidade dos clubes na gestão de suas torcidas. Para pesquisadores do tema, a recomendação do MP é um passo necessário, mas insuficiente sem reformas estruturais que vão além da punição pontual.

 Redação · Rio de JaneiroFontes: MP-RJ, Polícia Civil, assessorias de Flamengo e Vasco

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