Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro: Entenda a Virada do Galo no Clássico Mineiro
A virada do Atlético-MG por 2 a 1 contra o Cruzeiro na Arena MRV, válida pela quinta rodada do Campeonato Mineiro de 2026. O triunfo foi garantido por gols de Bernard e Hulk, após o rival abrir o placar
Além do Golaço de Hulk: 3 Lições Surpreendentes do Clássico Atlético-MG x Cruzeiro
Um clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro é sempre um evento à parte no calendário do futebol mineiro, e o último encontro não foi exceção. A partida, válida pela quinta rodada do Campeonato Mineiro, terminou com uma eletrizante vitória de virada do Atlético por 2 a 1 na Arena MRV. No entanto, para entender a real dimensão deste jogo, é preciso olhar para além do placar. Para desvendar a história completa deste clássico, é preciso analisar três momentos decisivos: a virada assinada por um ídolo, um erro de arbitragem que ainda gera debate e a curiosa matemática da tabela de classificação.
A Assinatura de um Ídolo para Quebrar o Jejum
O roteiro do jogo começou favorável ao Cruzeiro, que abriu o placar com Kaio Jorge e controlou o primeiro tempo. O Atlético-MG, no entanto, voltou para a segunda etapa com a intensidade que a ocasião pedia. A reação começou com Bernard empatando o jogo, mas foi selada por uma pintura de Hulk, um chute indefensável da entrada da área que morreu no ângulo e fez a Arena MRV explodir. A virada não apenas garantiu o primeiro triunfo do time alvinegro em 2026, mas também reforçou a mística de seu capitão.
O gol de Hulk não foi apenas decisivo; foi simbólico. Este foi seu décimo tento contra o Cruzeiro, consolidando o rival como a maior vítima do atacante com a camisa atleticana e reafirmando seu papel de protagonista nos momentos em que a história o convoca.
O Pênalti Ignorado e a Psicologia do Jogo
Mas a festa alvinegra poderia ter tido um roteiro completamente diferente—não fosse por uma decisão polêmica no apagar das luzes do primeiro tempo. Aos 46 minutos, com o placar em 1 a 0 para o Cruzeiro, Bernard caiu na área após um contato com Kaiki. O árbitro Davi de Oliveira Lacerda mandou o jogo seguir, para a fúria dos jogadores atleticanos. Foi um lance capital que poderia ter alterado toda a psicologia do jogo.
A análise do comentarista de arbitragem Paulo Cesar de Oliveira confirmou a sensação de injustiça. Segundo o especialista, a arbitragem cometeu um erro claro ao não assinalar a penalidade máxima.
“…não teve disputa de bola na jogada, e Kaike impediu a passagem de Bernard… obstrução com contato físico é punido com tiro direto. Dentro da área, é pênalti.”
Mesmo com a revisão do VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, a decisão de campo foi mantida. Fica a pergunta: um gol de empate naquele momento teria mudado a dinâmica da segunda etapa? Ou a sensação de ter sido prejudicado foi justamente o combustível que acendeu a chama da virada atleticana?
A Vitória Moral Contra a Realidade Matemática
Aqui reside o grande paradoxo do pós-clássico. A euforia da vitória esconde uma realidade matemática desconfortável para o vencedor. Apesar da importante injeção de moral ao superar o maior rival, a situação do Atlético-MG no campeonato ainda é delicada. O time continua em terceiro lugar no Grupo A com sete pontos, a quatro do líder URT e, por enquanto, fora da zona de classificação.
Em contraste, a situação do Cruzeiro, mesmo com a amargura da derrota, é mais administrável. A equipe perdeu a liderança do Grupo C, caindo para o segundo lugar com seis pontos—apenas dois a menos que o líder North—, mas permanece em uma posição competitiva. Este cenário prova que um clássico é um campeonato à parte, mas a vitória nele, por mais celebrada que seja, nem sempre resolve a vida de um time na maratona pela classificação.
Este clássico provou, mais uma vez, que o futebol é feito de múltiplas camadas que vão muito além do resultado final. A partida nos entregou uma virada heroica liderada por um ídolo, uma controvérsia de arbitragem que alimenta debates e uma surpreendente realidade na tabela que mantém os dois rivais em estados de alerta distintos. A grande questão que fica é: será que essa vitória emocionante, mesmo sem resolver a situação na tabela, é o combustível que o Atlético-MG precisava para transformar sua temporada, ou os desafios do campeonato falarão mais alto?

1. O Jogo em Poucas Palavras: A Primeira Vitória do Ano
O Atlético-MG conquistou sua primeira vitória no ano de 2026 de forma emocionante. Jogando na Arena MRV, o time alvinegro venceu o clássico contra o Cruzeiro de virada, por 2 a 1, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. Após sair atrás no placar, o Galo buscou a reação no segundo tempo, com o triunfo sendo selado por um golaço espetacular do atacante Hulk.
2. A Narrativa da Partida: Como o Jogo se Desenrolou
A partida foi dividida em duas etapas distintas: um primeiro tempo de vantagem e polêmica para o lado cruzeirense, e um segundo tempo de reação fulminante e domínio atleticano.
2.1. Primeiro Tempo: Cruzeiro Sai na Frente e Pênalti Polêmico
O início do jogo foi marcado pelo equilíbrio, mas o time visitante foi mais eficiente para abrir o marcador e se viu no centro de uma decisão controversa da arbitragem.
- O Gol do Cruzeiro: Aos 24 minutos, o Cruzeiro abriu o placar. O lateral Kaiki cruzou a bola na área, e o atacante Kaio Jorge dominou nas costas de Junior Alonso, aproveitando a falha da defesa, e tocou na saída do goleiro Everson.
- A Polêmica: Nos acréscimos, aos 46 minutos, um lance gerou grande reclamação por parte do Atlético. Bernard recebeu a bola dentro da área, driblou Kaiki e caiu após um contato do lateral. Os jogadores do Galo pediram pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Segundo o comentarista de arbitragem Paulo Cesar de Oliveira, a marcação do pênalti seria a decisão correta, pois não teve disputa de bola na jogada e a regra determina que “obstrução com contato físico é punido com tiro direto”.
Com a vantagem no placar, o Cruzeiro foi para o intervalo em melhor situação, deixando o Atlético com a missão de reverter o cenário na etapa final.
2.2. Segundo Tempo: A Reação do Atlético e o Golaço Decisivo
Na volta do vestiário, o Atlético-MG impôs um novo ritmo e, empurrado por sua torcida, construiu a virada com gols de seus principais jogadores.
- O Empate: A reação começou logo aos 11 minutos. Dudu fez uma boa jogada pela esquerda, invadiu a área e cruzou rasteiro. Bem posicionado, Bernard apareceu na pequena área para completar para o fundo das redes, deixando tudo igual.
- O Gol da Virada: O momento decisivo da partida veio aos 23 minutos, dos pés de Hulk. O atacante recebeu na intermediária, avançou com a bola, cortou o zagueiro Jonathan Jesus e, da entrada da área, acertou um chute forte e colocado, no ângulo, sem chances para o goleiro Cássio. Foi o décimo gol de Hulk contra o Cruzeiro, sua maior vítima com a camisa alvinegra.
- Pressão Final e Defesas: Após a virada, o Atlético continuou pressionando e quase ampliou o placar. Aos 47 minutos, Gustavo Scarpa finalizou com perigo, mas Cássio fez grande defesa. No minuto seguinte, aos 48, foi a vez de Igor Gomes acertar um chute rasteiro que bateu caprichosamente na trave, confirmando a intensidade da pressão atleticana no fim do jogo.
A performance de atletas decisivos foi fundamental para que o Atlético-MG saísse de campo com os três pontos.
3. Protagonistas em Destaque: Quem Decidiu o Clássico?
Três jogadores tiveram papel central no desenrolar da partida, seja pelos gols ou pela participação em lances capitais.
| Jogador | Importância na Partida |
| Hulk (Atlético-MG) | Foi o herói da virada. Marcou um golaço espetacular de fora da área que garantiu a vitória e chegou à marca de 10 gols contra o rival, consolidando-o como sua maior vítima. |
| Bernard (Atlético-MG) | Peça-chave na reação do time, marcou o gol de empate no início do segundo tempo. Além disso, foi o protagonista do lance polêmico na primeira etapa, em que sofreu um pênalti não marcado pela arbitragem. |
| Kaio Jorge (Cruzeiro) | Foi o autor do gol do Cruzeiro, mostrando oportunismo ao aproveitar uma falha da defesa adversária para colocar sua equipe em vantagem no primeiro tempo. |
O desempenho dos jogadores impactou diretamente a posição de cada equipe na tabela de classificação do campeonato.
4. O Impacto do Resultado: Como Fica a Situação dos Times?
A vitória para um e a derrota para o outro alteraram significativamente a situação de ambos os clubes na competição.
- Para o Atlético-MG: A vitória levou o time a 7 pontos. Apesar do resultado positivo, o Galo permanece em terceiro lugar no Grupo A, ainda fora da zona de classificação e a quatro pontos do líder URT.
- Para o Cruzeiro: A derrota custou a liderança do Grupo C. A equipe estacionou nos 6 pontos e agora está na segunda posição, dois pontos atrás do novo líder, o North.
- Próximos Passos: Com o Campeonato Mineiro em segundo plano por enquanto, as duas equipes agora focam na estreia do Campeonato Brasileiro. O Atlético enfrenta o Palmeiras na quarta-feira (28), às 19h, enquanto o Cruzeiro joga contra o Botafogo na quinta-feira (29), às 21h30.
5. Ficha Técnica do Jogo
- Competição: 5ª rodada do Campeonato Mineiro
- Local: Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)
- Data: 25 de janeiro de 2026
- Placar Final: Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro
- Gols: Kaio Jorge (CRU – 24’/1ºT), Bernard (ATL – 11’/2ºT) e Hulk (ATL – 23’/2ºT)

Deixe um comentário