gol do flamengo
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O Flamengo Vendeu Caro — e o Cruzeiro Pagou a Conta

O Flamengo está nas quartas de final da Libertadores. Mas a vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, no Maracanã, foi mais do que uma simples classificação: foi uma demonstração de força, talento e personalidade. Arrascaeta marcou contra o clube que um dia chamou de casa. Samuel Lino decidiu. Pedro deu duas assistências. E o Maracanã fez o resto. Noite em que o Flamengo lembrou ao continente que, quando o jogo aperta, sua camisa também cobra juros.


O Flamengo está nas quartas de final da Libertadores. Mas a vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, no Maracanã, foi mais do que uma simples classificação: foi uma demonstração de força, talento e personalidade. Arrascaeta marcou contra o clube que um dia chamou de casa. Samuel Lino decidiu. Pedro deu duas assistências. E o Maracanã fez o resto. Noite em que o Flamengo lembrou ao continente que, quando o jogo aperta, sua camisa também cobra juros.

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O torcedor do Flamengo já conhece esse filme.

Começa com o Maracanã cheio, passa pela ansiedade de uma Libertadores e termina com a sensação de que o time poderia ter resolvido antes — mas resolveu quando precisava.

Na quarta-feira, foi assim.

Flamengo 2, Cruzeiro 1.

Só que o placar não conta nem metade da história.

O Rubro-Negro avançou às quartas de final com 3 a 2 no agregado e manteve vivo o sonho do quinto título continental.

Mas existe uma imagem que resume a noite melhor do que qualquer estatística.

Arrascaeta.

O uruguaio que um dia fez a torcida do Cruzeiro cantar agora fez a torcida mineira sofrer.

É uma das ironias mais bonitas — e cruéis — do futebol.

Pedro recebeu, girou, encontrou o uruguaio e Arrascaeta fez o que sabe fazer como poucos: bateu com categoria e colocou a bola onde a saudade não alcança.

Não foi apenas um gol.

Foi uma espécie de assinatura.

O passado voltou ao Maracanã vestido de vermelho e preto.

E o Cruzeiro teve de assistir.

Pedro não fez gol. Fez coisa pior.

Existe uma maneira curiosa de medir a importância de um atacante.

Alguns precisam marcar.

Outros fazem o gol acontecer.

Pedro pertence à segunda categoria.

Não balançou a rede, mas participou diretamente dos dois gols do Flamengo. Deu a assistência para Arrascaeta e depois encontrou Samuel Lino na jogada que decidiu a partida.

É o tipo de atuação que escapa daquelas avaliações simplistas de “fez gol ou não fez”.

Pedro jogou para o time.

E, numa noite de Libertadores, isso vale muito.

O Cruzeiro tentou transformar a noite

Lucas Romero tratou de lembrar que Libertadores não aceita roteiro perfeito.

O chute de longe empatou o jogo e colocou alguma dúvida no Maracanã.

Por alguns minutos, o Cruzeiro acreditou.

E foi justamente aí que o Flamengo mostrou a diferença.

Em vez de entrar em pânico, voltou a jogar.

Pedro apareceu novamente.

Arrascaeta participou.

Samuel Lino terminou.

2 a 1.

O Maracanã respirou.

E o Cruzeiro percebeu que teria de fazer algo que, naquela noite, parecia difícil demais: marcar mais dois.

Não conseguiu.

O Maracanã também jogou

Há algo que os números nunca conseguem explicar completamente.

Mais de 72 mil pessoas estavam no estádio.

Isso não é apenas público.

É pressão.

É barulho.

É cobrança.

É aquele instante em que o jogador adversário recebe a bola e parece que o estádio inteiro se aproxima.

O Flamengo jogou com esse patrimônio.

O Cruzeiro jogou contra ele.

E talvez essa seja uma das diferenças entre uma grande partida e uma grande noite de Libertadores.

O futebol acontece no campo.

Mas a classificação, muitas vezes, começa nas arquibancadas.

E agora?

Agora começa outra competição dentro da própria competição.

As quartas de final.

O Flamengo já não joga apenas para avançar.

Joga carregando a obrigação que acompanha quem entra em campo como atual campeão.

O objetivo não é chegar às quartas.

É chegar à final.

E vencer.

Por isso, a vitória contra o Cruzeiro precisa ser entendida pelo que foi — e também pelo que ainda não foi.

Foi uma classificação importante.

Foi uma demonstração de força.

Foi mais uma noite de Maracanã.

Mas não foi o fim da história.

Foi apenas a porta seguinte.

E, se depender de Arrascaeta, Pedro, Samuel Lino e de um Maracanã daquele tamanho, o Flamengo parece disposto a continuar cobrando caro de quem aparecer pelo caminho.

Porque na Libertadores, o Flamengo não quer apenas passar de fase.

Quer fazer o adversário lembrar por que está jogando contra o Flamengo.

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