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Bar da Lapa leva canetada por placa contra gringos e abre vaquinha de 35 mil pra pagar o preju

Bar Partisan, na Lapa (RJ), foi multado em R$ 9.520 pelo Procon Carioca após exibir uma placa que dizia que “cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos”


Os donos afirmam que a mensagem era apenas um protesto político e não uma proibição real de entrada, e agora pedem R$ 35 mil em vaquinha para pagar custos jurídicos e promover debates culturais.

Contexto da multa

O Procon Carioca considerou a placa uma prática discriminatória contra consumidores, já que restringia o acesso com base em nacionalidade, o que é vedado pelo Código de Defesa do Consumidor. A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor destacou que a mensagem expôs clientes a constrangimento e feriu princípios de boa-fé e transparência. Os responsáveis pelo bar, no entanto, afirmaram que nunca houve recusa de entrada de pessoas por nacionalidade e que o espaço sempre funcionou como centro cultural e político .

Defesa do bar

Em nota, o Partisan explicou que a placa foi uma manifestação simbólica contra violações de direitos humanos atribuídas a potências nucleares e seus aliados, especialmente em relação a conflitos no Oriente Médio. O bar repudiou qualquer forma de xenofobia, racismo ou antissemitismo, ressaltando que a crítica se dirigia a políticas estatais e não a povos ou religiões. Essa distinção, segundo os donos, é “central e inegociável” .

Vaquinha e próximos passos

Para arcar com a multa e despesas jurídicas, o bar lançou uma vaquinha online pedindo R$ 35 mil. Além de cobrir os custos, o objetivo é financiar eventos sobre o Oriente Médio, Palestina, Líbano, diáspora árabe no Brasil e direitos humanos, incluindo debates, exibição de documentários e produção de materiais culturais gratuitos. Casos semelhantes de manifestações políticas em estabelecimentos já geraram debates sobre liberdade de expressão e limites legais no Brasil e em outros países, como discutido em análises da Human Rights Watch e da Anistia Internacional .

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