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Deu ruim! Justiça barra tirolesa no Pão de Açúcar e multa empresa em R$ 30 milhões

Acabou a farra na rocha! Justiça do Rio veta tirolesa no Pão de Açúcar, aplica multa pesada de R$ 30 milhões e manda desfazer a obra. Entenda por que o projeto “deu ruim” para o Patrimônio da Humanidade.



A 20ª Vara Federal do Rio de Janeiro proibiu a construção da tirolesa que ligaria os morros do Pão de Açúcar e da Urca. A sentença, que atende a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) contra o Iphan e a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar (CCAPA), também condenou os responsáveis ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.


Por que as licenças foram anuladas?

O juiz Paulo André Espírito Santo declarou que as autorizações possuíam “vício insanável”, citando a falta de fundamentação técnica e de debate público. Entre os principais pontos da decisão estão:

  • Mutilação da rocha: O MPF apontou que a concessionária perfurou a rocha entre 2022 e 2023 sem autorização prévia da Geo-Rio e do Iphan.
  • Dano irreversível: A Justiça considerou que as obras modificaram a paisagem cultural e causaram danos ao patrimônio geológico nacional.
  • Ilicitude do Iphan: A decisão destacou que o órgão ratificou as ações irregularmente ao aprovar o projeto após o início das intervenções.

O projeto e a penalidade financeira

A tirolesa teria 755 metros de extensão. Sobre a multa de R$ 30 milhões (o MPF pedia R$ 50 milhões), o magistrado justificou que o valor é inferior ao investimento feito pela empresa, reforçando o valor inestimável do monumento para o mundo. O montante será revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.


Próximos passos e obrigações

A concessionária tem prazos rigorosos para cumprir:

  1. Em 60 dias: Apresentar plano de recuperação da área degradada, retirando resíduos e desmontando estruturas.
  2. Em 120 dias: Elaborar um Plano Diretor de Gestão que impeça a ampliação de construções ou mudança de uso do local, respeitando o tombamento federal e o título de Patrimônio Mundial da Unesco.

Posicionamento do Parque Bondinho

Em nota, o Parque Bondinho Pão de Açúcar declarou surpresa com a decisão e informou que analisa o texto juridicamente. A empresa reiterou que o projeto seguiu critérios técnicos e ambientais rigorosos e que sempre atuou dentro da legalidade.

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