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Internacional 4 x 2 Grêmio – A Virada no Gre-Nal 449

Em uma partida eletrizante e cheia de reviravoltas, o Internacional venceu o Grêmio pelo placar de 4 a 2. O atacante Rafael Borré foi o grande protagonista

Virada, Heróis e Drama: As 5 Lições que Tornaram o Gre-Nal 449 Histórico

O Palco Para um Clássico

Todo Gre-Nal carrega uma atmosfera de expectativa quase universal, um evento que paralisa o Rio Grande do Sul e atrai olhares de todo o país. A edição de número 449, no entanto, prometia mais. Era uma confluência rara de estatísticas, estreias e rivalidades pessoais que preparava o cenário para uma partida inesquecível. Este artigo vai desdobrar os momentos mais impactantes e as lições surpreendentes que definiram este clássico eletrizante.

O Gre-Nal 449 promete esquentar o Campeonato Gaúcho! Inter e Grêmio, ambos líderes e com técnicos estrangeiros – um feito inédito em 116 anos –, se enfrentam neste domingo no Beira-Rio. Um clássico imperdível, com o cenário perfeito para grandes emoções.

Um Duelo de Comandos Inédito em 116 Anos

Este Gre-Nal entrou para a história antes mesmo de a bola rolar. Pela primeira vez em 116 anos de rivalidade, Internacional e Grêmio foram para a beira do gramado comandados, simultaneamente, por técnicos estrangeiros. Do lado do Inter, o uruguaio Paulo Pezzolano; do lado do Grêmio, o português Luís Castro. Este fato, por si só, já conferia ao clássico um selo de marco histórico, sinalizando uma nova era de influências táticas e estratégias globais em um dos duelos mais viscerais do futebol brasileiro.

A Virada Avassaladora que Incendiou o Beira-Rio

O Internacional não apenas venceu; arrancou uma vitória épica das garras da derrota. O placar final de 4 a 2 mal consegue traduzir o drama que se desenrolou no gramado. O ponto de ignição aconteceu no segundo tempo, quando o time colorado, em desvantagem, desencadeou uma tempestade ofensiva e marcou três gols em um intervalo de aproximadamente nove minutos. Os tentos de Borré, aos 28 e 30 minutos, e de Bernabei, aos 36, transformaram uma derrota iminente em uma vitória dominante, que terminou com o estádio Beira-Rio em êxtase, entoando gritos de “olé”.

Virada avassaladora no Gre-Nal apresenta as credenciais de Paulo Pezzolano

O Furacão Borré: A Virada em 120 Segundos

Se um clássico é decidido por momentos de pura genialidade, Rafael Borré foi o protagonista absoluto do Gre-Nal 449. O atacante colorado foi o catalisador da virada, marcando dois gols decisivos em um intervalo de apenas 120 segundos. Sua performance explosiva não apenas mudou o placar, mas desferiu um nocaute tático e psicológico do qual o Grêmio jamais se recuperou. Foi a demonstração definitiva de como o brilho individual pode, em um piscar de olhos, rasgar o roteiro e definir o destino de um derby.

As Mini-Histórias que Definem um Clássico

Para além do placar, o Gre-Nal foi um mosaico de roteiros paralelos que tornaram o espetáculo ainda mais cativante. São essas subtramas que transformam 90 minutos de futebol em uma crônica inesquecível.

  • A “Lei do Ex”: Edenilson, ex-jogador do Internacional, marcou para o Grêmio, adicionando uma camada de ironia e tempero à rivalidade.
  • A Falha Decisiva: A “lambança do goleiro Weverton”, do Grêmio, representou o erro trágico, um momento crucial que ajudou a pavimentar o caminho da virada colorada.
  • O Fogo Amigo: Um gol contra de Marcos Rocha, também do Grêmio, selou o acaso como um dos personagens da partida, contribuindo para o placar elástico.

A Paridade Quebrada: Das Odds Apertadas ao Domínio Final

Antes do apito inicial, o cenário era de equilíbrio absoluto. Ambas as equipes chegaram ao clássico com campanhas idênticas — três vitórias e uma derrota — e na liderança de seus respectivos grupos. Até as casas de apostas refletiam essa paridade, com odds muito próximas, como as da Betano, que pagavam 2.67 para a vitória do Inter e 2.92 para a do Grêmio. Contudo, a vitória colorada por 4 a 2, construída com uma virada avassaladora, estraçalhou essa ilusão de igualdade. Foi uma declaração de força, uma afirmação de superioridade que ecoou muito além dos 90 minutos.

Um Gre-Nal Para a História

O Gre-Nal 449 não foi apenas mais um jogo. Foi um evento marcado por um contexto histórico inédito, uma virada cinematográfica, um herói decisivo e uma série de dramas individuais que o cravam na memória. Serviu como uma afirmação contundente do Internacional de Paulo Pezzolano. Fica a pergunta: depois de uma vitória tão dominante, o que o restante do Gauchão reserva para este time?

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Análise Tática

O Gre-Nal 449 foi disputado sob um cenário de alta expectativa, prometendo aquecer o Campeonato Gaúcho. Com Internacional e Grêmio posicionados como líderes de seus respectivos grupos, o palco do Estádio Beira-Rio estava perfeitamente montado para o primeiro grande clássico da temporada de 2026, um confronto de grandes emoções.

A partida, válida pela 5ª rodada da competição, foi realizada no domingo, 25 de janeiro de 2026, às 20h, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Este confronto específico entrou para a história por uma característica inédita: foi o primeiro, em 116 anos de rivalidade, em que ambos os clubes foram comandados simultaneamente por técnicos estrangeiros à beira do gramado.

Até o momento do clássico, as campanhas das equipes eram idênticas. O Internacional, sob o comando do uruguaio Paulo Pezzolano, liderava o grupo A com um retrospecto de três vitórias e uma derrota. Da mesma forma, o Grêmio, treinado pelo português Luís Castro, também somava três vitórias e uma derrota, ocupando a liderança do grupo B.

Este equilíbrio pré-jogo e o fator inédito no comando técnico prepararam o terreno para um duelo tático fascinante, refletido nas estratégias e escalações que os treinadores prepararam para este confronto decisivo.

Estratégias e Escalações Iniciais

Em um clássico de tamanha rivalidade, as escolhas táticas dos treinadores assumem um papel central. O duelo entre o uruguaio Paulo Pezzolano e o português Luís Castro gerou grande expectativa sobre as abordagens que seriam levadas a campo, com cada técnico buscando impor seu estilo para conquistar a supremacia no confronto.

As prováveis escalações divulgadas antes da partida já indicavam as intenções de cada equipe para o início do jogo.

Internacional (Téc: Paulo Pezzolano)Grêmio (Téc: Luís Castro)
RochetWeverton
Bruno GomesMarcos Rocha
MercadoGustavo Martins
Victor GabrielWagner Leonardo
BernabeiMarlon
RonaldoEdenílson
Paulinho de PaulaArthur
VitinhoTetê
Alan PatrickCristaldo
CarboneroRafael Borré
Carlos ViníciusWillian

A análise tática das formações indicava um confronto direto pela dominância no setor nevrálgico do campo. Do lado do Internacional, Pezzolano estruturou seu meio-campo com Ronaldo como volante de contenção, oferecendo liberdade para a dupla de armadores, Paulinho de Paula e o capitão Alan Patrick, ditar o ritmo e acionar a velocidade de seus pontas. O Grêmio, por sua vez, apostava na articulação de Cristaldo como principal cérebro da equipe, encarregado de conectar o meio-campo com o trio ofensivo e explorar a capacidade de finalização de Carlos Vinícius. O cenário tático estava montado para uma batalha equilibrada, mas a dinâmica em campo reservaria reviravoltas inesperadas.

Análise Cronológica da Partida

O Gre-Nal 449 se desenrolou como uma batalha dinâmica e eletrizante, marcada por reviravoltas e momentos de alta intensidade que justificaram as expectativas. O placar foi movimentado em ambas as etapas, culminando em uma virada avassaladora que definiu o resultado final.

Primeiro Tempo: Equilíbrio e Gols

A primeira etapa foi caracterizada por um equilíbrio de forças, mas com as redes balançando para os dois lados. O Grêmio foi quem deu o primeiro golpe, abrindo o placar e colocando pressão no time da casa. No entanto, a vantagem durou pouco. Logo em seguida, em uma infelicidade da defesa gremista, Marcos Rocha marcou um gol contra, empatando a partida para o Internacional e deixando o placar em 1 a 1 antes do intervalo.

Segundo Tempo: A Virada Avassaladora do Inter

A segunda etapa começou com o Grêmio novamente tomando a frente no placar. Em um momento simbólico, Edenilson, ex-jogador do Internacional, aplicou a famosa “lei do ex” e marcou o segundo gol gremista, colocando sua equipe em vantagem.

Contudo, a reação do Internacional foi o ponto de virada definitivo da partida. Com uma postura agressiva, a equipe colorada promoveu uma sequência fulminante que demoliu a vantagem do rival em menos de dez minutos. O grande protagonista foi o atacante Rafael Borré, que, em uma explosão de eficiência, marcou duas vezes em um intervalo de apenas dois minutos, aos 28 e aos 30, virando o placar para 3 a 2. Para selar a vitória avassaladora, Bernabei fechou a conta aos 36 minutos, estabelecendo o 4 a 2 final.

Ao final da partida, a superioridade do Internacional foi tão clara que a torcida presente no Beira-Rio celebrou com gritos de “olé”, coroando uma atuação memorável. A partir da descrição dos eventos, a análise se volta para os fatores táticos e individuais que construíram este resultado.

4.0 Fatores Decisivos e Destaques Individuais

Além da estratégia coletiva, clássicos como o Gre-Nal são frequentemente decididos por performances individuais brilhantes e erros cruciais que alteram o curso do jogo. A vitória do Internacional por 4 a 2 foi construída sobre momentos-chave que merecem destaque.

A Explosão de Rafael Borré

O atacante colombiano foi o protagonista indiscutível da virada colorada. Sua capacidade de decisão foi fundamental, manifestada ao marcar dois gols em um intervalo de apenas dois minutos. Essa performance não apenas reverteu o placar, mas também injetou a confiança necessária para que a equipe consolidasse a vitória, posicionando Borré como o nome decisivo do clássico.

Falha Defensiva e “Lei do Ex”

Para o Grêmio, dois momentos se destacaram por razões opostas. A falha defensiva personificada na atuação do goleiro Weverton foi um fator desestabilizador. Um erro individual dessa magnitude em um clássico pode abalar a confiança de toda a linha defensiva, contribuindo para a desorganização que permitiu a rápida sucessão de gols do Inter. Em contraste, o gol de Edenilson foi um destaque positivo, trazendo à tona a narrativa da “lei do ex” e colocando o time tricolor momentaneamente à frente no placar, fruto de uma jogada bem executada.

O Duelo Tático dos Estrangeiros

A vitória de virada serviu para “apresentar as credenciais” do técnico Paulo Pezzolano. Sua abordagem tática, especialmente no segundo tempo, provou ser superior. A postura agressiva do Internacional, que resultou em três gols em menos de dez minutos, demonstrou uma equipe bem preparada para pressionar e capitalizar sobre as oportunidades. A superioridade colorada em campo validou a estratégia do treinador uruguaio em seu primeiro Gre-Nal.

Esses fatores, combinados, teceram a narrativa de uma vitória expressiva e incontestável para o Internacional no clássico 449.

As Implicações do Gre-Nal 449

O Gre-Nal 449 se confirmou como um clássico “eletrizante”, que terminou com uma vitória de virada do Internacional por 4 a 2 sobre o Grêmio. O resultado no Beira-Rio não apenas garantiu os três pontos, mas também fortaleceu a moral da equipe colorada com uma demonstração de força e poder de reação diante de seu maior rival.

As principais conclusões táticas da partida apontam para uma clara superioridade do Internacional, especialmente na segunda etapa. A postura agressiva e a intensidade aplicada pela equipe de Paulo Pezzolano foram determinantes para reverter o placar adverso e construir a vitória. A estratégia do técnico uruguaio se mostrou mais eficaz, superando a abordagem de seu rival português, Luís Castro, e validando suas credenciais no futebol gaúcho.

Em termos de campeonato, o resultado teve implicações diretas na disputa pela liderança dos grupos. Embora ambas as equipes já estivessem matematicamente classificadas para as quartas de final, a partida era crucial na briga para garantir a melhor posição na tabela antes da última rodada da fase de grupos.

Em suma, a vitória no Gre-Nal 449 solidifica o bom momento do Internacional na temporada, servindo como uma poderosa demonstração de resiliência e força coletiva. O legado deste clássico será o de uma virada memorável que reafirmou a capacidade da equipe de superar adversidades e se impor nos momentos mais importantes.

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