Flamengo 0 x 2 Corinthians — melhores momentos e análise
O Corinthians calou o favoritismo do Flamengo, venceu por 2 a 0 no Mané Garrincha e garantiu o título da Supercopa Rei em Brasília.
1º de fevereiro de 2026.
Analítico do jogo
A final da Supercopa Rei 2026 colocou frente a frente os campeões das duas principais competições nacionais: o Corinthians, detentor do título da Copa do Brasil, e o Flamengo, vencedor do Campeonato Brasileiro. O confronto, realizado em Brasília, chegou carregado de expectativas, com um claro favoritismo atribuído à equipe carioca. Em contraste, o Corinthians subiu ao gramado vivenciando uma dualidade marcante: enquanto fora de campo o clube enfrenta um cenário financeiro desafiador, com uma dívida de quase R$ 3 bilhões, dentro das quatro linhas a equipe vinha de um momento de notável sucesso esportivo, buscando consolidar sua fase vitoriosa.
O resultado final da partida contrariou as projeções iniciais, culminando em uma vitória expressiva da equipe paulista.
- Placar Final: Corinthians 2 x 0 Flamengo
- Competição: Supercopa Rei 2026
- Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
- Público: 71.244 torcedores
A vitória representa a segunda conquista do Corinthians na história da Supercopa Rei, um feito que não apenas solidifica o momento positivo do clube, mas também o posiciona como o segundo maior campeão da história da competição. Ao desbancar o favorito em uma decisão nacional, o time demonstrou resiliência e eficiência, provando que a coesão tática e mental pode se sobrepor a adversidades externas.
A seguir, uma análise detalhada dos eventos e momentos cruciais que construíram o roteiro desta decisão e definiram o Corinthians como o grande campeão.
Crônica da Partida: Análise dos Momentos Decisivos
Para compreender a dinâmica da final e os pontos de virada que levaram à vitória corintiana, é fundamental analisar a cronologia dos seus principais eventos. A narrativa do jogo foi construída a partir de momentos específicos de brilhantismo individual, falhas defensivas e, crucialmente, um lance de indisciplina que alterou o equilíbrio tático da partida, pavimentando o caminho para o triunfo do Corinthians.
Análise do Primeiro Tempo: O Gol Inaugural e a Tensão Crescente
O primeiro tempo foi um retrato fiel da tensão esperada em uma final. O Corinthians iniciou a partida criando a primeira chance de perigo, com Memphis Depay quase finalizando um cruzamento de Yuri Alberto. O Flamengo, no entanto, respondeu com força: primeiro, em um perigoso chute de Pulgar de fora da área e, em seguida, obrigando o goleiro Hugo Souza a realizar duas defesas cruciais em finalizações de Pedro e Carrascal, mantendo o placar inalterado.
Foi o Corinthians, porém, quem capitalizou em uma jogada de bola parada para abrir o marcador.
- Minuto: 25′
- Autor do Gol: Gabriel Paulista (Corinthians)
- Descrição da Jogada: Após cobrança de escanteio de Matheuzinho, o zagueiro Gustavo Henrique impôs-se fisicamente, vencendo o duelo aéreo contra Guillermo Varela e desviando de cabeça para o meio da área. O recém-contratado Gabriel Paulista apareceu livre e finalizou de primeira, com o pé esquerdo, para marcar o primeiro gol da decisão.
Com a vantagem, o Corinthians quase ampliou aos 37 minutos, quando Breno Bidon iniciou um rápido contra-ataque que terminou com Memphis Depay cara a cara com o goleiro Rossi, que conseguiu impedir o segundo gol.
O Ponto de Virada: A Expulsão de Carrascal
O ponto de virada indiscutível da final não ocorreu com a bola rolando, mas sim em um ato de indisciplina individual que desmantelou completamente o plano de jogo do Flamengo. Pouco antes do intervalo, em um lance sem bola, o meia Carrascal cometeu uma agressão em Breno Bidon, acertando o braço no rosto do jovem corintiano.
O processo de revisão do lance foi atípico e decisivo. O árbitro Rafael Klein encerrou a primeira etapa sem notar a infração. Contudo, durante o intervalo, foi chamado pelo VAR para rever o incidente no monitor. Antes mesmo do reinício da partida, Klein aplicou o cartão vermelho direto a Carrascal, uma decisão tomada no vestiário que forçou o Flamengo a jogar toda a segunda etapa com um atleta a menos.
Análise do Segundo Tempo: Gestão da Vantagem e o Selo da Vitória
A desvantagem numérica impôs ao Flamengo uma tarefa hercúlea. Mesmo com 10 jogadores, a equipe comandada por Filipe Luis não abdicou do ataque e chegou a criar momentos de perigo, principalmente em chutes de Pulgar, demonstrando resiliência.
A segunda etapa também marcou a tão aguardada estreia de Lucas Paquetá, a maior contratação da história do futebol brasileiro. A expectativa em torno de sua entrada era imensa, mas sua participação ficou marcada negativamente por uma oportunidade de gol claríssima desperdiçada aos 43 minutos. Dentro da pequena área, o meia isolou a bola, perdendo a chance que poderia ter levado a partida para o empate.

O golpe final veio nos acréscimos, selando a vitória e o título corintiano.
- Minuto: 52′ (acréscimos)
- Autor do Gol: Yuri Alberto (Corinthians)
- Descrição da Jogada: No último lance da partida, Yuri Alberto aproveitou uma sobra de bola e partiu em velocidade. Com a saída do goleiro Rossi, o atacante demonstrou imensa frieza e inteligência, aplicou um chapéu de recurso sobre o goleiro e tocou para o gol vazio, definindo o placar final.
A crônica dos eventos revela um roteiro claro: um Corinthians cirúrgico e um Flamengo que pagou o preço pela indisciplina e ineficácia, fatos que se aprofundam na análise tática a seguir.
Análise de Desempenho: Estratégias e Protagonistas
Uma análise aprofundada do desempenho tático e individual é fundamental para entender como o resultado foi construído. As escolhas estratégicas dos treinadores e a execução de jogadores-chave em momentos decisivos foram os verdadeiros diferenciais que inclinaram a balança a favor do Corinthians.
Avaliação do Desempenho do Corinthians
Sob o comando de Dorival Junior, o Corinthians apresentou uma estratégia baseada em uma sólida organização defensiva, exemplificada pelas intervenções cruciais do goleiro Hugo Souza no primeiro tempo. A equipe demonstrou também uma notável eficiência nas transições rápidas, utilizando a velocidade de seus atacantes para explorar os espaços deixados pelo adversário.
O meio-campo foi o motor da equipe. A articulação dos jovens Breno Bidon e André, ambos formados na base do clube (“crias do Terrão”), foi o fator crucial para que o time não se limitasse a uma postura reativa. Com velocidade na transição e habilidade para articular jogadas, a dupla permitiu ao Corinthians desafogar a pressão e evitar ser encurralado em seu campo de defesa, garantindo que a equipe permanecesse perigosa mesmo sem a posse de bola.
Individualmente, dois jogadores se destacaram: Gabriel Paulista, zagueiro recém-contratado que demonstrou oportunismo ao marcar o gol de abertura, e Yuri Alberto. O atacante, que superou uma virose para entrar em campo, mostrou imensa resiliência ao marcar o gol decisivo. Sua atuação foi coroada por um desabafo contra as críticas recentes: “Pode falar o que quiser de mim. Só que eu soo, eu trabalho, eu luto para caramba com essa camisa aqui”.
Avaliação do Desempenho do Flamengo
A equipe de Filipe Luis entrou em campo com o peso do favoritismo e, no primeiro tempo, criou chances suficientes para justificar essa condição, mas demonstrou uma ineficácia alarmante na finalização. A falta de pontaria custou caro e impediu que o time assumisse o controle do placar quando tinha a vantagem numérica.
O impacto da expulsão de Carrascal foi devastador para a estrutura tática do Flamengo. Jogar todo o segundo tempo com um a menos contra um adversário bem postado defensivamente minou a capacidade de criação e sobrecarregou o sistema defensivo da equipe.
A estreia de Lucas Paquetá merece uma análise crítica. Sua chegada, como a maior contratação da história do futebol brasileiro, gerou uma expectativa monumental. No entanto, sua performance foi ofuscada pelo erro na finalização que poderia ter empatado o jogo. Seu erro capital tornou-se um símbolo da noite frustrante do Flamengo: uma equipe repleta de estrelas e expectativas que, no momento decisivo, foi traída pela imprecisão e pela indisciplina.
Ficha Técnica da Partida
A ficha técnica a seguir consolida os dados oficiais da partida, servindo como um registro formal dos atletas envolvidos, das ocorrências disciplinares e dos autores dos gols, elementos essenciais para a documentação e análise futura do confronto.
| CORINTHIANS (Técnico: Dorival Junior) | FLAMENGO (Técnico: Filipe Luis) |
| Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista (André Ramalho), Matheus Bidu; Raniele, André (Matheus Pereira), Carrillo (Garro), Breno Bidon (Charles); Memphis (Kaio César), Yuri Alberto. | Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira, Alex Sandro (Ayrton Lucas); Pulgar, Jorginho (De La Cruz), Arrascaeta; Plata (Cebolinha), Carrascal, Pedro (Paquetá). |
- GOLS: Gabriel Paulista (25’/1T), Yuri Alberto (52’/2T)
- CARTÃO VERMELHO: Carrascal (Flamengo)
- ÁRBITRO: Rafael Rodrigo Klein
Conclusão: Implicações do Título e Perspectivas Futuras
Em síntese, a final da Supercopa Rei 2026 contou a história da superação de um Corinthians resiliente e eficiente contra o favoritismo de um Flamengo talentoso, mas que sucumbiu a um momento de indisciplina e à falta de pontaria em momentos cruciais. A vitória corintiana foi a consequência de uma superioridade tática e mental, resultado de uma estratégia bem executada e da capacidade de seus jogadores de decidir a partida.
Para o Corinthians, as implicações desta vitória são imensas. A conquista, somada ao título da Copa do Brasil de 2025, oferece um impulso moral fundamental e consolida um “novo momento” para o clube. Este sucesso esportivo serve como um contraponto positivo e uma fonte de esperança em meio aos desafios financeiros representados por sua dívida de quase R$ 3 bilhões, fortalecendo a conexão entre time e torcida.
Para o Flamengo, a derrota levanta questões importantes. A estreia frustrada de Paquetá e a indisciplina de Carrascal expõem a necessidade de a equipe de Filipe Luis aprender a gerenciar a pressão do favoritismo e a manter o controle emocional em jogos de alta tensão. O talento é inegável, mas será preciso transformá-lo em resultados consistentes nas grandes decisões.
Olhando para o futuro, este resultado tem o potencial de impactar significativamente a trajetória de ambas as equipes no restante da temporada 2026. O Corinthians ganha confiança para perseguir novos objetivos, enquanto o Flamengo terá que absorver o golpe e provar que pode se recuperar de uma derrota dolorosa em uma final tão importante.

Guia de Partida
Olá, futuro campeão! Para quem sonha em brilhar nos gramados, é fundamental entender que um dia de jogo vai muito além dos 90 minutos em campo. Por trás de cada partida, existe uma jornada completa, uma série de procedimentos e regras que garantem a organização, a justiça e o profissionalismo do espetáculo. Conhecer cada etapa dessa jornada não é apenas uma curiosidade, mas um passo essencial na preparação de qualquer aspirante a atleta profissional. Este guia é o seu mapa para entender todos os bastidores, desde a chegada ao estádio até os compromissos finais. Vamos começar!
🗓 Data e horário
- 📅 1º de fevereiro de 2026 (domingo)
- ⏰ Início da partida às 16h00 (horário de Brasília) (13h00 em Belem, PA – Brasil).
📍 Local
- 🏟 Estádio Arena BRB Mané Garrincha – Brasília, Distrito Federal, Brasil.
🆚 Equipes
- ⚽ Flamengo (campeão do Campeonato Brasileiro 2025)
- ⚽ Corinthians (campeão da Copa do Brasil 2025)
Partida válida pela Supercopa Rei 2026 (também chamada Supercopa do Brasil).
📺 Onde assistir
Transmissão ao vivo pelo Brasil nos seguintes canais:
- TV Globo (aberta)
- SporTV (canal fechado)
- Premiere (pay-per-view)
- ge TV (YouTube)

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1. A Chegada ao Templo do Futebol: A Fase Pré-Jogo
A organização de uma partida oficial é como uma coreografia precisa, que começa horas antes do apito inicial. Tudo segue um cronograma rigoroso para garantir que o palco esteja perfeito para o espetáculo.
1.1. Contagem Regressiva para o Apito Inicial
Cada minuto que antecede a partida é crucial. A preparação segue uma linha do tempo bem definida para que nada saia do planejado.
| Momento | Acontecimento |
| 2 horas antes | O árbitro e sua equipe chegam ao estádio para iniciar as inspeções do campo e das instalações. |
| Aproximadamente 1h30 antes | As delegações dos times (mandante e visitante) chegam em horários separados para garantir a segurança e a organização, evitando confrontos e congestionamento. |
| 60 minutos antes | Os clubes entregam a relação oficial de jogadores (a famosa “escalação”) para o quarto árbitro. |
| ~45 minutos antes | Os jogadores e a comissão técnica entram em campo para o aquecimento, preparando o corpo para a intensidade do jogo. |
| 20 minutos antes | O campo de jogo é liberado, e apenas pessoas credenciadas podem permanecer na área para os preparativos finais. |
| 9 minutos antes | Os times entram em campo oficialmente, seguindo o protocolo de entrada e a contagem regressiva (conhecida como countdown) para o início da partida. |
1.2. No Vestiário: O Coração da Estratégia
O vestiário é o santuário da equipe, onde a concentração e a estratégia atingem o pico. Mas também é um local de procedimentos oficiais importantes.
- Quem pode ficar no banco? Além dos 12 atletas suplentes, apenas 6 membros da comissão técnica são permitidos no banco de reservas. Suas funções são específicas:
- Treinador
- Assistente técnico (o braço direito do treinador)
- Preparador físico (responsável pela condição atlética da equipe)
- Médico (cuida da saúde e recuperação dos atletas)
- Massagista ou Fisioterapeuta (essencial na prevenção e tratamento de lesões)
- Treinador de goleiros (especialista na preparação dos goleiros)
- Identificação dos Atletas: Antes do jogo, o delegado da partida e o quarto árbitro entram no vestiário para conferir os documentos de identificação de todos os jogadores relacionados na súmula. É a garantia de que todos estão aptos a jogar.
- Responsabilidade do Time da Casa: O clube mandante tem a obrigação de garantir que os vestiários, tanto o seu quanto o do visitante e o da arbitragem, estejam em perfeitas condições de uso, limpos e seguros.
1.3. O Palco do Espetáculo: O Gramado e o Estádio
Para que a bola role perfeitamente, o campo e o estádio precisam estar impecáveis. O time da casa tem responsabilidades fundamentais para que isso aconteça.
- Marcação e Equipamentos: É dever do clube mandante garantir que o campo esteja com as marcações corretas, as redes bem instaladas e os bancos de reservas prontos para uso.
- Irrigação Estratégica: O gramado deve ser irrigado de forma uniforme em três momentos cruciais para garantir a velocidade e a qualidade do jogo: duas horas antes da partida, logo após o aquecimento dos times e durante o intervalo.
- A Presença dos Mascotes: Os mascotes são permitidos e animam a torcida, mas devem seguir regras rígidas. Eles não podem interagir com a arbitragem ou com os jogadores durante o jogo e devem permanecer em locais designados, geralmente atrás dos gols.
Com tudo preparado e inspecionado, chega o momento mais esperado: a bola vai rolar.
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2. A Bola Rola: O Jogo em Ação
Durante os 90 minutos, além das regras do futebol que todos conhecem, existem normas operacionais que garantem a disciplina e o bom andamento do confronto. Conhecê-las é fundamental para não ser pego de surpresa.
2.1. Regras Fundamentais em Jogo
Fique atento a estas três regras operacionais que impactam diretamente a partida:
- As Substituições: Cada time pode fazer até 5 substituições por partida. No entanto, essas trocas só podem ser realizadas em, no máximo, 3 paradas de jogo. Uma dica importante: as substituições feitas durante o intervalo não contam como uma dessas 3 paradas. Um bom atleta reserva está sempre atento a isso, pois a estratégia do treinador depende dessas janelas para fazer as trocas.
- O Mínimo de Atletas: Uma partida não pode começar ou continuar se um dos times tiver menos de 7 jogadores em campo. Se isso acontecer, o jogo é encerrado.
- O Controle de Cartões: A disciplina é controlada de perto. Um atleta fica automaticamente suspenso da próxima partida da mesma competição ao acumular 3 cartões amarelos ou ao receber 1 cartão vermelho.
2.2. O Intervalo: Mais que um Descanso
O intervalo de 15 minutos é um momento estratégico para ajustes táticos, mas também tem suas obrigações. Os atletas devem retornar ao campo antes de se completarem 13 minutos de intervalo, para não atrasar o reinício. Além disso, um jogador de cada time é escolhido para dar uma “entrevista flash” obrigatória para a emissora que transmite o jogo, compartilhando suas impressões sobre o primeiro tempo.
2.3. Situações Especiais: Quando o Jogo Para
Infelizmente, às vezes o jogo precisa parar por motivos que vão além do futebol, como segurança ou atos de discriminação. O combate ao racismo, por exemplo, segue um protocolo rigoroso de 3 etapas:
- Paralisação: O árbitro interrompe a partida e um aviso é feito no sistema de som e no telão do estádio.
- Suspensão Temporária: Se os atos racistas continuarem, o árbitro suspende o jogo e as equipes retornam aos vestiários.
- Encerramento Definitivo: Caso os atos persistam mesmo após a suspensão, o árbitro tem a autoridade para encerrar a partida definitivamente.
Após o apito final, a jornada do atleta continua com uma série de responsabilidades importantes fora das quatro linhas.
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3. O Pós-Jogo: Da Despedida do Gramado à Análise Final
A partida acabou, mas os compromissos de um atleta profissional, não. O pós-jogo é uma parte essencial do espetáculo, envolvendo imprensa, relatórios e, claro, a recompensa pelo esforço.
3.1. As Primeiras Palavras: Compromissos com a Imprensa
A comunicação com a imprensa e os torcedores é uma parte fundamental do trabalho de um atleta. Existem três momentos principais para isso:
- Entrevista “Flash”: Logo após o apito final, ainda na lateral do campo, um jogador de cada time deve atender a emissora que detém os direitos de transmissão para uma entrevista rápida.
- Coletiva de Imprensa: Esta é uma entrevista obrigatória, realizada em uma sala apropriada. O treinador (ou seu assistente) responde às perguntas dos jornalistas credenciados. A coletiva do time visitante sempre acontece primeiro.
- Zona Mista: É uma área de passagem obrigatória, geralmente entre os vestiários e o ônibus da equipe, onde os jornalistas podem entrevistar os jogadores e membros da comissão técnica que passam pelo local.
Lembre-se: a forma como você se comunica fora de campo constrói sua imagem profissional tanto quanto suas jogadas.
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3.2. Nos Bastidores: Relatórios e Procedimentos Finais
Enquanto os jogadores falam com a imprensa, a organização da partida é finalizada com documentos cruciais.
- Relatórios Oficiais: Dois relatórios registram tudo o que aconteceu. A súmula é o documento do árbitro, onde ele anota o placar, os cartões, as substituições e qualquer incidente. O RDJ (Relatório do Delegado do Jogo) foca na organização, segurança e infraestrutura da partida.
- Controle Antidopagem: Em alguns jogos, um ou mais atletas de cada time são sorteados para realizar o exame de controle de dopagem, um procedimento padrão para garantir um esporte limpo.
3.3. A Recompensa: Premiação e Finanças
No fim, todo o esforço em campo tem uma recompensa, tanto em glória quanto em valores financeiros. Para se ter uma ideia, veja a premiação da Supercopa Rei de 2026:
| Colocação | Prêmio (Supercopa Rei 2026) |
| Campeão | R$ 11,65 milhões |
| Vice-campeão | R$ 6,35 milhões |
Todo o dinheiro gerado pela partida, com a venda de ingressos e as despesas, é registrado em um documento chamado borderô. Ele é o resumo financeiro do jogo, mostrando a transparência da operação.
Entender cada uma dessas fases transforma um simples jogo em uma experiência profissional completa, preparando o atleta para os desafios e as glórias do futebol.
4 Fatos Sobre a Supercopa Rei Que Vão Mudar Como Você Vê a Final
A grande final da Supercopa Rei 2026 entre Flamengo e Corinthians promete ser um espetáculo de alta tensão, colocando frente a frente dois dos maiores clubes do Brasil na disputa por mais um troféu de prestígio. Milhões de torcedores estarão de olho na batalha tática, nos dribles e nos gols que decidirão o campeão.
No entanto, por trás dos 90 minutos de futebol, existe um universo de regras complexas, incentivos financeiros significativos e regulamentos detalhados que moldam a competição muito antes do apito inicial. Esses fatores dos bastidores são tão cruciais quanto a performance dos jogadores em campo, influenciando desde a escalação das equipes até as consequências de cada falta cometida.
Prepare-se para descobrir quatro fatos surpreendentes sobre a Supercopa Rei que adicionam novas camadas de estratégia e drama ao espetáculo. Ao entender esses detalhes, você verá a final de uma maneira completamente diferente.
1. O Prêmio Milionário: O Vencedor Leva (Quase) o Dobro
Embora a glória de levantar o troféu seja o principal objetivo, a recompensa financeira na Supercopa Rei é um fator de enorme peso. Para a edição de 2026, a CBF garantiu a ambos os finalistas, Flamengo e Corinthians, um valor de R6,35milho~esapenaspelaparticipac\ca~o.EssemontanterepresentaumaumentodeR 300 mil em relação à premiação de 2025.
O verdadeiro diferencial, no entanto, está reservado ao campeão. O clube que vencer a final receberá um bônus adicional de 1 milhão de dólares (aproximadamente R$ 5,3 milhões) da CONMEBOL. Isso cria uma disparidade enorme, onde o vencedor arrecada quase o dobro do valor do vice-campeão.
A divisão final dos prêmios deixa claro o peso financeiro da vitória:
• Campeão: R$ 11,65 milhões
• Vice-campeão: R$ 6,35 milhões
Esse modelo “o vencedor leva mais” eleva dramaticamente as apostas, transformando a disputa pelo título em uma batalha onde cada lance vale, literalmente, milhões.
2. A Regra dos Dois Clubes: Por Que um Jogador Não Pode Trocar de Time Tantas Vezes?
Você já se perguntou por que não vemos jogadores pulando de um grande clube para outro várias vezes durante a mesma temporada? A resposta está no Regulamento Geral de Competições (RGC) da CBF, que impõe limites rígidos para blindar o equilíbrio competitivo.
De acordo com o Artigo 96 do RGC, um atleta pode ser registrado por no máximo três clubes diferentes ao longo de uma temporada. No entanto, o ponto crucial é que ele só pode efetivamente jogar em competições nacionais da CBF por, no máximo, dois desses clubes.
Essa regra tem um impacto profundo no mercado da bola, forçando os clubes a um verdadeiro xadrez estratégico. Ela impede que um jogador que já atuou por duas equipes no Brasileirão ou na Copa do Brasil, por exemplo, se transfira para um terceiro time e entre em campo novamente nessas competições no mesmo ano. Isso não só preserva a integridade dos campeonatos, como também valoriza o planejamento de longo prazo em detrimento de contratações impulsivas de meio de temporada.
3. O “Loophole” do Cartão Amarelo: Nem Toda Expulsão é Igual
A suspensão automática após o acúmulo de três cartões amarelos é uma regra conhecida por todos os torcedores. O Artigo 97 do RGC estabelece essa punição, mas esconde uma nuance surpreendente sobre como os cartões são contabilizados quando um jogador é expulso.
Existem dois cenários distintos com consequências muito diferentes para o atleta:
• Cenário 1: Se um jogador recebe um cartão amarelo e, mais tarde na mesma partida, é expulso com um cartão vermelho direto, aquele primeiro amarelo continua valendo para a contagem da série. E aqui está o detalhe crucial: se aquele cartão era o seu terceiro na série, o jogador cumprirá duas suspensões automáticas: uma pela expulsão e outra pelo acúmulo, ficando de fora dos próximos dois jogos.
• Cenário 2: Se um jogador recebe um primeiro cartão amarelo e, depois, recebe um segundo amarelo (resultando na expulsão), esses dois cartões amarelos da partida não são considerados para a contagem da série de três. Na prática, a expulsão por dois amarelos “limpa” os cartões recebidos naquele jogo específico.
Essa diferença sutil na regra pode ter um impacto direto na disponibilidade de um jogador para os jogos seguintes, tornando a gestão disciplinar uma arte ainda mais complexa e estratégica para as comissões técnicas.
4. Invasão Estrangeira? O Limite Surpreendente de Gringos por Jogo
A presença de jogadores estrangeiros enriquece o futebol brasileiro, trazendo diferentes estilos e talentos para os gramados. Mas qual é o limite? O RGC da CBF estabelece uma regra bastante generosa nesse quesito.
Conforme o Artigo 92, os clubes podem relacionar na súmula de cada partida até nove (9) jogadores estrangeiros em competições organizadas pela CBF. Isso significa que, entre titulares e reservas, um time pode ter quase um time inteiro de “gringos” à disposição.
Essa regra não apenas abre as comportas para um mercado global de talentos, mas redefine o DNA do futebol brasileiro. Ela permite a montagem de elencos cada vez mais internacionais e diversificados, ao mesmo tempo que adiciona uma camada de complexidade tática para os treinadores. Com um limite que abrange toda a equipe relacionada para o jogo (titulares e banco), os técnicos são forçados a tomar decisões difíceis, por vezes deixando estrelas internacionais fora até mesmo do banco de reservas, dependendo da estratégia para aquela partida específica.
Um Jogo de Detalhes
Como vimos, a final da Supercopa Rei é muito mais do que uma simples partida de 90 minutos. É um evento complexo, governado por incentivos financeiros que quase dobram para o vencedor e por regulamentos que ditam desde a transferência de atletas até as consequências de um cartão amarelo.
Com tanto em jogo por trás das quatro linhas, qual destes detalhes regulamentares pode acabar sendo o verdadeiro divisor de águas na final entre Flamengo e Corinthians?





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