Não é só pôr do sol: 4 rituais do Rio que você precisa conhecer

Não é só pôr do sol: os cariocas têm rituais secretos para sobreviver ao caos do transporte público. Da corrida pela sombra no ponto de ônibus aos aplicativos que nunca batem, prepare-se para se identificar com as manias que só quem vive no Rio entende.

PAPO CARIOCA

SERGIO DUARTE - RADIALISTA CARIOCA

8/29/20253 min ler

por so aol
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Não é só pôr do sol: 4 rituais do Rio que você precisa conhecer

Sabe aquele momento mágico quando o dia começa a esfriar e o Rio ganha aquela luz dourada? Pois é, meu amigo, essa é a hora sagrada do carioca! Entre 17h e 19h, a cidade inteira entra num ritual que só quem vive aqui entende de verdade. É quando transformamos o fim da tarde numa pequena celebração da vida.

O chopp gelado como termômetro da felicidade

Todo carioca que se preza tem seu bar de esquina sagrado. Pode ser aquele botequim sem placa na rua de casa ou o barzinho da praia que você frequenta há anos. O ritual é sempre o mesmo: chegar, cumprimentar o garçom pelo nome (porque aqui todo mundo se conhece), e pedir "aquele chopp bem gelado, caprichado na espuma".

O chopp do fim de tarde não é só bebida, é terapia coletiva. É ali que o carioca processa o dia, fala mal do trânsito, comenta o jogo do Flamengo ou do Vasco, e resolve os problemas do mundo. A temperatura da cerveja precisa estar perfeita – se não gelar o copo na mão, não presta!

Petisco + resenha = combinação perfeita

Não existe chopp do fim de tarde sem o acompanhamento certo. E aqui no Rio, a dupla imbatível é bolinho de bacalhau com muito papo furado. Ou então aquela porção de camarão empanado que chega quentinha na mesa enquanto você atualiza os amigos sobre as últimas novidades.

O cardápio pode variar – pastel de camarão, dadinho de tapioca, bolinhos de aipim – mas a essência é sempre a mesma: comida gostosa que combina com conversa boa. É nesse momento que nascem as melhores histórias, os planos mais malucos e as risadas mais sinceras. O carioca não come só pra matar a fome, come pra socializar.

A trilha sonora que embala o final do dia

Se você parar pra escutar, vai perceber que o Rio tem uma banda sonora própria no fim de tarde. Nos bares da Zona Sul, rola aquele samba suave misturado com MPB. Na Barra, pode aparecer um pagode mais animado. Em Santa Teresa, não é raro ouvir uma bossa nova saindo das janelas.

Mas o som mais carioca mesmo é aquela mistura: Zeca Pagodinho no bar da esquina, alguém tocando violão na calçada, e por cima de tudo, o barulho gostoso da cidade vivendo. É Caetano Veloso, é Seu Jorge, é aquela música que todo mundo conhece mas ninguém lembra quem canta. O importante é que toca no coração e faz a gente se sentir em casa.

O pôr do sol como espetáculo gratuito

Aqui no Rio, a natureza não economiza no show diário. Todo dia, lá pelas 18h, o céu vira um cinema a céu aberto. E o carioca, mesmo corrido, sempre dá um jeito de parar alguns minutos pra apreciar.

Seja da janela do ônibus voltando do trabalho, da calçada de Ipanema, ou da laje de casa em qualquer lugar da cidade – o pôr do sol carioca é sagrado. É nesse momento que a correria para, o celular fica de lado (pelo menos por alguns minutos), e a gente lembra por que escolheu viver nessa cidade maluca e maravilhosa.

O ritual do fim de tarde é isso: transformar o ordinário em extraordinário, fazer da rotina um momento especial, e lembrar que no Rio, até o final do expediente pode virar festa.

E aí, qual é o seu ritual sagrado do fim de tarde carioca? Conta pra gente nos comentários ou manda um áudio lá na 98 FM Rio! Queremos saber qual é o seu cantinho especial pra curtir esse momento mágico da nossa cidade maravilhosa!

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