Bitcoin hoje despenca
Bitcoin rompeu o suporte de US$ 85 mil em janeiro de 2026, gerando liquidações bilionárias no mercado cripto.
Bitcoin : 5 Fatores Surpreendentes por Trás da Queda que Poucos Estão Vendo
O Bitcoin sofreu uma correção severa, despencando da marca de US 90 mil para baixo dos US 84 mil em um curto período e gerando uma onda de incerteza entre os investidores. Diante da derrocada, a pergunta central que ecoa no mercado é: “já caiu demais e é hora de comprar ou será que as quedas vão continuar?”.
Enquanto muitos se concentram apenas no movimento óbvio do gráfico, forças mais complexas e surpreendentes estão em jogo nos bastidores. Para entender o cenário atual, é preciso olhar além. Este artigo revela os 5 fatores mais impactantes e contraintuitivos que estão moldando o destino do Bitcoin neste momento.
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Os 5 Fatores
1. O Novo Chefe do Banco Central Americano Pode “Fechar a Torneira” da Liquidez
A expectativa da nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, está gerando uma forte aversão ao risco nos mercados globais. Warsh é conhecido por defender uma política monetária mais restritiva, especificamente um balanço patrimonial menor para o Fed. Na prática, isso significa menos liquidez sendo injetada no sistema financeiro.
Este fator ataca diretamente a tese que sustentou a alta do Bitcoin nos últimos anos: a expansão sem precedentes do balanço do Fed. Uma política mais “apertada” sob o comando de Warsh coloca essa narrativa em xeque, pressionando ativos de risco. As consequências já são visíveis: o dólar se fortaleceu e os yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro americano subiram, aumentando a pressão sobre ativos alternativos. Como explica Rony Szuster, do Mercado Bitcoin, “A valorização da moeda americana costuma pressionar ativos alternativos, como o Bitcoin”. Para o investidor, a perspectiva de uma política mais restritiva enfraquece diretamente o argumento de alta no curto e médio prazo, sugerindo que a pressão vendedora pode persistir.
2. A Corrida do Ouro (e da Prata) Está Roubando o Brilho do Bitcoin
Ao contrário do que muitos poderiam esperar, o Bitcoin não está se beneficiando do mesmo movimento que impulsiona os metais preciosos. Atualmente, o ouro e a prata estão se valorizando de forma sem precedentes, batendo recorde atrás de recorde. Este rali está, efetivamente, “drenando liquidez” do mercado que poderia ser alocada no BTC.
Essa divergência fratura a narrativa de que o Bitcoin sempre se move em conjunto com outros ativos de “proteção de valor”. O foco dos investidores parece ter mudado temporariamente para os metais, como aponta o especialista Vinicius Bazan.
“Enquanto ouro e prata estiverem subindo, o foco do mercado será neles e não no BTC. Eles estão drenando liquidez”.
Apesar dessa competição por liquidez, Bazan ressalta que a tese fundamental do Bitcoin como protetor contra a desvalorização da moeda fiduciária (debasement) permanece intacta devido à sua escassez programada, uma característica que ele compartilha com os metais preciosos. No entanto, para o investidor, isso significa que, enquanto os metais continuarem sua escalada, o capital especulativo pode demorar a retornar ao Bitcoin, adiando uma possível recuperação.
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3. Uma “Muralha de Vendas” Pode, Inesperadamente, Impulsionar uma Recuperação
Um fator técnico e contraintuitivo está em jogo no mercado de derivativos. A região de preço dos US 85 mil concentra um volume gigantesco de contratos de opção, formando o que é conhecido como ‘put wall’. Essa ‘muralha’ representa uma concentração massiva de contratos onde investidores venderam ‘puts’, essencialmente apostando que o Bitcoin *não* cairia abaixo de US 85 mil.
O mecanismo que se desenrola é inesperado: quando o preço atinge esse patamar, os vendedores dessas opções são forçados a recomprar Bitcoin no mercado à vista para cobrir suas posições. Essa ação gera uma súbita pressão compradora, que pode interromper a queda e iniciar uma recuperação. Marco Aurelio Camargo, CIO da Vault Capital, destaca essa oportunidade.
“Bitcoin liquidando essas pessoas é o melhor momento possível para os formadores de mercado entrarem recomprando”.
Contudo, essa muralha é uma faca de dois gumes. Caso esse suporte técnico não se sustente, a queda pode se intensificar. O precedente histórico mostra que, no ano passado, quando o Bitcoin rompeu os US 85 mil para baixo, ele só voltou a encontrar compradores na faixa dos US 75 mil. Para o trader tático, essa estrutura de mercado cria um potencial ponto de entrada de curto prazo, mas a falha desse suporte apontaria para quedas ainda mais acentuadas.
4. A Obsessão das Big Techs com IA Virou um Risco Indireto para Cripto
O sentimento de risco no mercado global está sendo fortemente influenciado pelos resultados financeiros das big techs e seus investimentos massivos em Inteligência Artificial (IA). O mercado não está mais dando um cheque em branco: ele agora exige provas de que esses gastos bilionários se traduzem em crescimento real.
O contraste entre Microsoft e Meta nesta semana é o exemplo claro dessa nova realidade. As ações da Meta subiram mais de 9% impulsionadas por uma receita forte, enquanto as da Microsoft caíram 10% depois que os resultados de sua área de nuvem não impressionaram, apesar dos altos investimentos em IA. Essa divergência destaca um mercado altamente seletivo, que pune gastos especulativos e recompensa resultados tangíveis, gerando uma incerteza que se espalha para todos os ativos de tecnologia. Essa seletividade do mercado aumenta a instabilidade para ativos de risco como o Bitcoin, que, na ausência de um catalisador próprio, pode ser arrastado pela aversão geral ao risco tecnológico especulativo.
5. Esta Não é Apenas uma Queda, é a Pior Sequência Negativa em Anos
Para contextualizar a gravidade do momento atual, é fundamental olhar para o histórico. O Bitcoin caminha para o seu quarto mês consecutivo de perdas, marcando a sequência negativa mais longa para o ativo desde 2018. Isso sinaliza uma fraqueza persistente e não apenas uma correção pontual.
Essa tendência de baixa é generalizada. Outras criptomoedas importantes como Ethereum (ETH), Solana (SOL) e Dogecoin (DOGE) também operam em forte queda. Reforçando esse cenário, os ETFs (fundos de índice) de criptomoedas listados nos EUA registraram saídas massivas, com quase US$ 1 bilhão em resgates em um único pregão. A leitura no mercado é que houve uma redução generalizada de exposição institucional ao setor, e não uma simples rotação entre criptoativos. Essa sequência histórica de perdas, combinada com a fuga de capital institucional, sinaliza um profundo pessimismo, sugerindo que o “fundo” do mercado pode estar mais baixo do que muitos esperam.
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A queda recente do Bitcoin não é fruto de um único gatilho, mas sim de uma teia complexa de influências que vão desde a iminente mudança na política monetária do Fed até os resultados dos investimentos em IA das big techs e a concorrência inesperada do ouro. O preço é um reflexo da interação entre a macroeconomia global, o sentimento de risco tecnológico e a intrincada dinâmica do próprio mercado de derivativos.
Com tantos ventos contrários, a questão permanece: o Bitcoin encontrará seu próximo grande suporte nos US 75 mil, ou a complexa estrutura do mercado provará mais uma vez sua resiliência, projetando-o de volta à marca dos US 100 mil?

Desvendando a Queda do Bitcoin: Um Guia para Iniciantes
Recentemente, o mercado de criptomoedas presenciou um movimento brusco. O Bitcoin (BTC), a maior moeda digital do mundo, sofreu uma queda significativa, saindo de um patamar de US 90 mil para cerca de US 84 mil em um curto período. Para quem está começando a acompanhar este universo, a volatilidade pode ser assustadora. A pergunta central que surge é: “Por que o preço do Bitcoin está caindo e o que significam os termos técnicos que aparecem nas notícias?”.
Este guia tem como objetivo traduzir esses conceitos complexos de forma clara e acessível. Vamos desvendar os principais fatores por trás da recente desvalorização, transformando o jargão do mercado em conhecimento prático. A queda do Bitcoin não é um evento isolado, e entendê-la exige olhar também para o que acontece no cenário econômico mais amplo.
O Cenário Geral: A Relação do Bitcoin com o Mercado Tradicional
É fundamental entender que o Bitcoin não opera em uma bolha. Seu preço é influenciado pelo humor dos investidores no mercado financeiro global. A recente queda do mercado cripto ocorreu em sintonia com a “forte correção das bolsas americanas, especialmente do setor de tecnologia”, mostrando que o mesmo sentimento que afeta as ações também pode impactar os criptoativos.
Essa conexão pode ser observada em alguns pontos-chave:
- Wall Street em Queda: No mesmo período, os principais índices da bolsa americana, como o S&P 500, Dow Jones e Nasdaq, também operavam em queda.
- Aversão ao Risco: Um sentimento de “aversão a risco nos mercados globais” se instalou entre os investidores. Em momentos de incerteza, é comum que eles vendam ativos considerados mais arriscados, como ações de tecnologia e criptomoedas, em busca de segurança.
- Saída de Investidores: Um sinal claro desse movimento foi a ocorrência de “fortes resgates nos ETFs de criptomoedas listados nos EUA”. Em um único dia, foi registrada uma saída de quase US$ 1 bilhão desses fundos, indicando que grandes investidores institucionais estavam reduzindo sua exposição ao setor.
Além disso, o capital está buscando outros portos seguros. Com ouro e prata atingindo valorizações recordes, esses metais preciosos se tornaram concorrentes diretos pela atenção e pelo dinheiro dos investidores. Como aponta o analista Vinicius Bazan, “enquanto ouro e prata estiverem subindo, o foco do mercado será neles e não no BTC. Eles estão drenando liquidez”.
Esse sentimento de aversão ao risco se manifesta em fatores técnicos e macroeconômicos mais profundos, como a força do dólar e as preocupações com a liquidez global, que detalaremos a seguir.
Os 3 Fatores-Chave que Você Precisa Entender
Para compreender a fundo a situação atual, três conceitos principais são cruciais: a força do dólar (DXY), a liquidez do mercado e o funcionamento do mercado de opções.
3.1. O Dólar Forte e o “DXY”: O Concorrente do Bitcoin
Você pode ter visto a sigla “DXY” nas notícias. O dollar index (dxy) é, de forma simples, a cotação do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, como o Euro e o Iene. Ele mede a força do dólar no cenário mundial.
Existe uma relação historicamente inversa between a força do dólar e o preço do Bitcoin. Conforme explica Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, “a valorização da moeda americana costuma pressionar ativos alternativos, como o Bitcoin”.
Quando o dólar se fortalece globalmente, ativos de risco como o Bitcoin tendem a perder valor.
Esse movimento está diretamente ligado à “aversão ao risco” mencionada anteriormente: em tempos de incerteza, investidores globais tendem a buscar a segurança da moeda mais forte do mundo.
3.2. Liquidez: O “Combustível” do Mercado Está Acabando?
“Liquidez” pode ser entendida como a quantidade de dinheiro disponível e circulando no sistema financeiro para investimentos. Pense nela como o combustível que alimenta os mercados.
- No passado: Uma das principais teses que sustentou a alta do Bitcoin foi a “expansão sem precedentes do balanço do Fed” (o banco central dos EUA), que injetou enormes quantidades de dinheiro na economia. Mais dinheiro circulando significa mais capital disponível para ativos de risco.
- A preocupação atual: O mercado está atento à possibilidade da nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Fed. Ele é conhecido por defender “um balanço menor do Fed”, ou seja, uma política de menor injeção de liquidez — o que seria como “fechar a torneira” do dinheiro.
A mera possibilidade dessa mudança já causa impacto, como resume uma análise do mercado:
“A reação dos mercados sugere que investidores estão recalibrando posições diante da possibilidade de um banco central menos disposto a sustentar liquidez abundante.”
No entanto, é importante notar que outros analistas, como Vinicius Bazan, preveem um cenário de aumento de liquidez no futuro, o que poderia voltar a favorecer o Bitcoin, demonstrando como as expectativas do mercado podem ser divergentes.
3.3. O Mercado de Opções e a “Muralha de Puts”
O mercado de opções é um ambiente mais complexo, mas um conceito ajuda a explicar a queda recente.
- O que são “Puts”? De forma acessível, puts são contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de vender um ativo a um preço pré-determinado no futuro. Funcionam como uma aposta na queda do preço.
- O que é a “Put Wall”? O analista Marco Aurelio Camargo mencionou a existência de uma “put wall” (ou “muralha de puts”) na região dos US$ 85 mil. Isso significa que havia uma grande concentração de contratos de venda (puts) nesse nível de preço. Pense nisso como um “piso de preço” construído por apostas de queda. Quando o preço bate nesse piso, uma força de compra automática é acionada para defendê-lo.
Quando o preço do Bitcoin atingiu essa “muralha”, os vendedores dessas opções foram forçados a recomprar Bitcoin no mercado para cobrir suas posições. Segundo analistas, esse movimento técnico, embora cause volatilidade, tende a criar um suporte para o preço, podendo gerar uma retomada a partir desse nível.
Em suma: Juntando as Peças do Quebra-Cabeça
Como vimos, a queda do Bitcoin não possui uma causa única, mas é o resultado de uma convergência de fatores que vão desde o sentimento geral do mercado até detalhes técnicos complexos. Para um investidor iniciante, o mais importante é entender como essas peças se conectam.
A tabela abaixo resume os principais pontos de pressão sobre o preço do Bitcoin, com base nas informações apresentadas:
| Fator de Pressão | Como Afeta o Bitcoin |
| Força do Dólar (DXY) | Um dólar mais forte globalmente torna ativos alternativos e de risco, como o Bitcoin, menos atraentes para investidores. |
| Redução de Liquidez | A possibilidade de o banco central americano (Fed) injetar menos dinheiro na economia (“fechar a torneira”) reduz o “combustível” para investimentos de maior risco. |
| Mercado de Opções | Atingir o nível de US$ 85 mil, uma “muralha de puts”, gerou movimentos técnicos que podem criar um suporte para o preço. |
| Saída Institucional | A retirada de quase US$ 1 bilhão dos ETFs de cripto em um dia mostra que grandes investidores estão diminuindo sua exposição ao risco. |
| Concorrência de Ativos | A valorização recorde de ouro e prata está “drenando liquidez” que poderia ir para o Bitcoin, segundo o analista Vinicius Bazan. |
Entender esses elementos não elimina os riscos do mercado, mas permite que o investidor iniciante leia as notícias e os movimentos de preço de forma muito mais informada e estratégica.

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