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AC/DC: A Jornada Eletrizante do Rock and Roll

AC/DC: A Jornada Eletrizante do Rock and Roll AC/DC é uma das bandas mais icônicas da história da música, formada em Sydney, Austrália, em 1973 pelos irmãos de origem escocesa Malcolm e Angus Young. Ao longo de décadas, seu som inconfundível e suas performances energéticas conquistaram milhões de fãs ao redor do mundo. Embora muitos…


AC/DC: A Jornada Eletrizante do Rock and Roll

AC/DC é uma das bandas mais icônicas da história da música, formada em Sydney, Austrália, em 1973 pelos irmãos de origem escocesa Malcolm e Angus Young. Ao longo de décadas, seu som inconfundível e suas performances energéticas conquistaram milhões de fãs ao redor do mundo. Embora muitos classifiquem sua música como hard rock, blues rock ou até mesmo heavy metal, a própria banda sempre a definiu de forma mais direta e pura: “rock and roll”. Esta é a história de sua jornada, marcada por triunfos, tragédias e uma resiliência inabalável.

O Início e a Era Bon Scott

Como muitas bandas em seu começo, o AC/DC passou por algumas mudanças em sua formação antes de solidificar o grupo que gravaria seu primeiro álbum, High Voltage, em 1975. Nessa fase crucial, o núcleo da banda se estabeleceu com uma energia crua e cativante.

A formação principal da era clássica incluía:

  • Malcolm Young (Guitarra Rítmica)
  • Angus Young (Guitarra Solo)
  • Bon Scott (Vocal)
  • Phil Rudd (Bateria)
  • Mark Evans (Baixo)

Em 1977, o baixista Mark Evans foi substituído por Cliff Williams, completando a formação que gravaria uma sequência de álbuns lendários. Essa formação estava no auge de seu poder, mas um evento trágico envolvendo seu carismático frontman mudaria para sempre o destino da banda.

Tragédia e Renascimento: A Chegada de Brian Johnson

O ponto de virada na trajetória do AC/DC ocorreu em 1980, com a morte prematura do carismático vocalista Bon Scott, vítima de intoxicação alcoólica. A perda foi devastadora, e a banda chegou a considerar seriamente o fim de suas atividades.

Contudo, movidos por um senso de perseverança, decidiram continuar e encontraram em Brian Johnson o novo vocalista capaz de honrar o legado de Scott e, ao mesmo tempo, imprimir sua própria marca. A decisão se provou histórica com o lançamento do álbum Back in Black no mesmo ano. Concebido como um tributo a Bon Scott, o álbum não apenas os salvou, mas os catapultou a um nível de fama estratosférico, tornando-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. O sucesso de Back in Black consolidou o AC/DC como uma das maiores forças do rock mundial no início dos anos 80.

Mudanças e Superação: Os Anos 80 e 90

Impulsionados pelo sucesso avassalador, a banda lançou For Those About to Rock We Salute You em 1981, seu primeiro álbum a alcançar o topo das paradas americanas. No entanto, este período também foi marcado por instabilidade na formação, especialmente na bateria.

A tabela abaixo ilustra as trocas de baterista durante essa era:

PeríodoBaterista
Até 1983Phil Rudd
1983 – 1989Simon Wright
1989 – 1994Chris Slade
A partir de 1994Phil Rudd (retorno)

O início dos anos 90 marcou um retorno comercial triunfante com o álbum The Razors Edge, o único gravado com Chris Slade na bateria. Em 1994, Phil Rudd retornou à banda e gravou mais cinco álbuns, começando com Ballbreaker (1995). Essa formação se manteve sólida por duas décadas, uma prova da química e da força do grupo, mas novos desafios estavam por vir no século XXI.

Resiliência na Era Moderna

A fase mais recente da banda foi definida pela superação de adversidades que teriam encerrado a carreira de muitos outros grupos.

  • A saída de Malcolm Young: O guitarrista rítmico e fundador Malcolm Young deixou a banda devido a um diagnóstico de demência, vindo a falecer em 2017. Seu sobrinho, Stevie Young, assumiu seu lugar, gravando no álbum Rock or Bust de 2014.
  • Os problemas legais de Phil Rudd: O baterista enfrentou questões legais que o impediram de participar da turnê do álbum Rock or Bust. Chris Slade, que já havia tocado com a banda, assumiu as baquetas para a turnê.
  • A perda auditiva de Brian Johnson: Em 2016, médicos aconselharam o vocalista a parar de excursionar imediatamente sob o risco de surdez total. Axl Rose, do Guns N’ Roses, assumiu os vocais para completar as datas restantes da turnê.
  • A saída de Cliff Williams: O baixista de longa data anunciou sua aposentadoria após o término da turnê de 2016.

Após um hiato de quatro anos, o AC/DC provou sua resiliência mais uma vez. Em setembro de 2020, a banda anunciou a reunião da formação do álbum Rock or Bust e, dois meses depois, lançou seu décimo sétimo álbum de estúdio, Power Up, um testamento poderoso à sua durabilidade e paixão pelo rock and roll. Este retorno triunfante é apenas o capítulo mais recente de uma carreira cujo legado já está gravado na história da música.

O Legado do AC/DC

O impacto do AC/DC na música é imensurável, traduzido em números e reconhecimentos que poucas bandas alcançaram.

  1. Vendas Globais: A banda vendeu mais de 200 milhões de discos em todo o mundo, com impressionantes 75 milhões de unidades apenas nos Estados Unidos.
  2. O Fenômeno Back in Black: Este álbum é um marco cultural, sendo o segundo álbum mais vendido de todos os tempos (com aproximadamente 50 milhões de cópias globais) e o sexto mais vendido na história dos EUA, com 22 milhões de unidades vendidas.
  3. Reconhecimento da Indústria: O AC/DC foi introduzido no Rock & Roll Hall of Fame em 2003. Além disso, figura em posições de destaque em listas de grandes artistas da VH1 (“100 Maiores Artistas de Hard Rock”), MTV (“Maiores Bandas de Heavy Metal”) e Rolling Stone (“100 Maiores Artistas de Todos os Tempos”).
  4. Elogio de um Ícone: O renomado produtor Rick Rubin, em um ensaio para a Rolling Stone, resumiu o sentimento de muitos ao se referir ao AC/DC como “a maior banda de rock and roll de todos os tempos”.

Audição Essencial para Iniciantes

Para quem está descobrindo o som potente e contagiante do AC/DC, começar pelos clássicos é a melhor pedida. Com base nas músicas mais famosas e procuradas da banda, esta lista é o ponto de partida perfeito:

  • Highway to Hell (descrita como a música mais famosa da banda)
  • Back In Black
  • Thunderstruck
  • You Shook Me All Night Long
  • T.N.T.
  • Hells Bells
infografico ACDC

4 Fatos Sobre o AC/DC que Vão Mudar Como Você Ouve a Banda

Quando você ouve AC/DC, o som é inconfundível. Os riffs de guitarra potentes, a bateria pulsante e os vocais cortantes criam hinos do rock que são instantaneamente reconhecíveis em qualquer lugar do mundo. É um som direto, alto e sem desculpas — a trilha sonora perfeita para qualquer momento que exija energia pura.

Mas por trás dessa fachada de simplicidade sonora, existe uma história de resiliência, tragédia e uma teimosia implacável em se manterem fiéis a si mesmos. A jornada da banda, que dura quase cinco décadas, é muito mais complexa e inspiradora do que seus acordes podem sugerir.

Este post revela quatro fatos surpreendentes sobre a carreira do AC/DC que oferecem uma apreciação mais profunda pela banda. Prepare-se para ver os gigantes do rock de uma maneira totalmente nova.

1. Eles se Chamam Apenas de “Rock and Roll”

Enquanto críticos e fãs debatem se o AC/DC é hard rock, blues rock ou até mesmo o embrião do heavy metal, a banda sempre rejeitou esses rótulos. Para eles, a definição é muito mais simples e direta:

…a banda simplesmente chama de “rock and roll”.

Essa autodefinição minimalista é incrivelmente reveladora. Ela fala sobre a identidade central da banda: uma abordagem sem rodeios, pura e autêntica à sua arte. Em um mundo de gêneros e subgêneros, o AC/DC se contenta em ser a essência do rock, um fator crucial para sua longevidade e apelo universal.

2. O Maior Sucesso da Banda Nasceu de uma Tragédia

Em 1980, o AC/DC enfrentou seu momento mais sombrio. O vocalista Bon Scott, cuja voz e personalidade eram parte integral da identidade da banda, morreu tragicamente por intoxicação alcoólica. A perda foi tão devastadora que os membros restantes consideraram seriamente acabar com a banda.

Em vez disso, eles decidiram continuar. Contrataram um novo vocalista, Brian Johnson, e canalizaram sua dor e luto em um novo álbum, lançado no mesmo ano como um tributo a Scott: Back in Black. O resultado foi monumental e contraintuitivo. O álbum que nasceu da maior tragédia da banda se tornou um de seus maiores triunfos, vendendo aproximadamente 50 milhões de unidades globalmente e trazendo ao AC/DC “fama imensa”. É um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos.

3. A Banda Quase Acabou Várias Vezes (Mas Sempre Voltou)

A resiliência do AC/DC vai muito além da perda de Bon Scott. A história da banda é marcada por momentos que teriam encerrado a carreira da maioria dos grupos. A cadeira do baterista, por exemplo, foi um carrossel de mudanças: Phil Rudd saiu, foi substituído por Simon Wright, depois por Chris Slade, até que Rudd retornou em 1994, apenas para Chris Slade ter que substituí-lo novamente em uma turnê posterior.

O período em torno de 2016 foi particularmente brutal. Brian Johnson foi forçado a parar de excursionar devido a uma grave perda auditiva (com Axl Rose, do Guns N’ Roses, assumindo os vocais nos shows restantes), o baixista Cliff Williams deixou a banda e, após a saída de Malcolm Young devido à demência, que infelizmente faleceu em 2017, o grupo entrou em um hiato de quatro anos. No entanto, mostrando sua incrível capacidade de superação, eles retornaram triunfalmente em 2020 com o álbum Power Up, marcando o retorno da formação que havia gravado o álbum Rock or Bust.

4. Os Números de Vendas São Maiores do que Você Imagina

É fácil pensar no AC/DC como uma banda de rock visceral, mas sua escala comercial é verdadeiramente astronômica. Eles venderam mais de 200 milhões de discos em todo o mundo, com 75 milhões apenas nos Estados Unidos.

Para colocar seu sucesso em perspectiva, o álbum Back in Black não é apenas um sucesso — é o segundo álbum mais vendido de todos os tempos. Essa conquista solidifica seu lugar no panteão da música global. A validação final veio do lendário produtor Rick Rubin que, ao escrever sobre a banda para a lista da Rolling Stone, a definiu de forma inequívoca:

“a maior banda de rock and roll de todos os tempos”.

Conclusão: Mais do que Apenas Barulho

A história do AC/DC nos ensina que eles são muito mais do que volume e riffs simples. São uma prova de persistência extraordinária, autenticidade e triunfo sobre adversidades que destruiriam bandas menores.

Depois de tudo isso, o que realmente significa ser uma banda de “rock and roll” por quase 50 anos?

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